quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Jovem gay sofre preconceito no restaurante que trabalha em BH

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Ao tomarmos conhecimento do relato/desabafo de Luiz Otávio Barbian Fuchs no Facebbok intitulado “Homofobia, injúria, crime de ódio, racismo, tudo junto e misturado!” sobre a situação que ele vivenciou em seu ambiente de trabalho quisemos compartilhar com vocês para termos noção da forma como a homofobia e o preconceito podem se manifestar no dia-a-dia e as atitudes possíveis a serem tomadas contra. 

Obviamente, a decisão do que fazer diante de tal situação é individual, mas a medida que mais ações contra esse tipo de situação forem feitas melhor será para acabarmos com outras situações tão lamentáveis quanto essa:

Luiz Otávio tem 21 anos e trabalha como garçom em um restaurantede Belo Horizonte, mas há cerca de três meses ele tem convivido com “brincadeiras preconceituosas” do seu gerente como “olha o cabelo dele”, “olha essa bichinha” e “olha esse viadinho”. Em entrevista excluZiva ele revelou que “venho aturando esse tipo de coisa todos os dias, até que eu cansei”. 

A situação limite aconteceu na última semana quando, em uma reunião feita com todos antes de iniciar o trabalho, o gerente disse que ele estava parecendo um macaco – já que Luiz Otávio havia pintado as sobrancelhas de branco, para umas fotos que iria fazer no outro dia. “Ele apontou para a minha cara e disse que eu estava parecendo um macaco. As pessoas começaram a rir de mim. Eu ri junto, mas no fundo queria sair correndo de lá, desaparecer”.

O constrangimento e a humilhação continuou ao longo do dia. Segundo Luiz Otávio, no fim da noite, o gerente o pediu para limpar pela segunda vez o que já estava limpo. Ao questionar a ordem, Luiz foi xingado, inclusive na frente de outros funcionários - de “Bichinha” e “Moleque” e ouviu frases como “Eu que mando e você apenas obedece”.  Apavorado, Luiz Otávio começou a limpar novamente, mas então, decidiu sair de lá, na mesma hora. 

No dia seguinte, ele foi à delegacia fazer um boletim de ocorrência e disse que irá abrir um processo com a situação. “Pessoal, não deixem as pessoas humilhá-los por serem diferentes, vão atrás de seus direitos”, escreveu em seu relato/desabafo. 

EM TEMPO: O Muza entrou em contato com o restaurante, mas até o fechamento da notícia não obtivemos qualquer retorno.