sábado, 16 de fevereiro de 2013

Filme com Glória Pires interpretando lésbica é bem recebido em Festival internacional

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Como o Muza já havia adiantado, estreou no Festival de Berlim, nesta semana, o filme “Flores Raras”, que fala do romance entre a poetisa Elizabeth Bishop e a arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares, vividas por Miranda Otto e Glória Pires, respectivamente. 

Ao final da exibição, o diretor do longa, Bruno Barreto, se emocionou com a recepção calorosa do público, que dedicou ao filme o mais longo aplauso desse festival.

Baseado no livro "Flores Raras e Banalíssimas", de Carmem Lúcia de Oliveira, o longa se inicia em 1951, quando Bishop viaja ao Rio de Janeiro na busca de inspiração e se aloja na casa de Mary, uma antiga colega de estudos, e de sua companheira, Lota. Dando início a uma relação a três, já que Mary não quer abrir mão de Lota.

A mãe de Bruno Barreto e produtora do filme, Lucy Barreto, adquiriu o direito de filmagem do livro em 1997. Ela disse que o longa foi o sonho de sua vida durante 17 anos. “Tive a oportunidade de conhecê-las nos anos 50 e sim, foi o grande amor das duas”, disse em entrevista. Para a produtora, “foi o amor da maturidade”, pois “Lota tinha 41 e Elizabeth, 40, e ficaram juntas por 15 anos. Acho que teriam ficado para sempre, se Lota não tivesse morrido”, completou.

Lucy disse ainda que após ler o romance soube que o papel de Lota era da Glória Pires. Segundo ela, a atriz teve a mesma sensação, mesmo sem ainda ter um roteiro. O diretor também parece feliz com a escolha. “Gloria e Miranda são a essência do filme", afirmou Bruno Barreto na coletiva.

No Brasil, “Flores Raras” tem previsão de estreia em 9 de agosto.