quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Tragédia gay no reveillon de BH: acidentalmente, namorado pode ter matado o outro.

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O título pode ser sensacionalista, mas a história é trágica mesmo (via O Tempo On Line):  Um gerente de 29 anos morreu após brigar com o namorado e ser agredido durante a festa de Réveillon do Clube Belo Horizonte, na região da Pampulha, na madrugada desta terça-feira (1º). Jonathan George da Silva foi empurrado pelo companheiro, caiu e bateu a cabeça em um degrau.

De acordo com a Polícia Militar, o namorado da vítima, brigou com Jonathan porque queria ir embora, mas ele não aceitou sair da festa. O namorados chegaram a discutir e a agredir um ao outro. Otávio José da Cruz, de 20 anos, foi quem pediu socorro para o companheiro. Porém, o gerente não resistiu à pancada e morreu a caminho da unidade de saúde.

Ao saberem do ocorrido, funcionários da unidade de saúde acionaram a polícia. "Otávio acompanhou todo o desfecho da ocorrência e foi detido. Após chorar muito, ele contou o que havia acontecido e a versão dele foi confirmada por uma amiga do casal homossexual, Camila Lucas Amorim, de 22 anos", disse o cabo.

Otávio José e Camila Lucas foram encaminhados à Delegacia Regional Noroeste para prestar esclarecimentos. Na mesma unidade policial, a mãe de Jonathan George da Silva afirmou que o filho dela não conhecia Otávio José e que, por isso, os dois não eram namorados. Ana Paula da Silva Alves, de 45 anos, disse que Jonathan George deixou um filho de 10 anos e que amigos dele contaram para ela que o autor da agressão é amigo de quatro meninas que a vítima iria dar carona no fim da festa de Réveillon.

Após depoimento, namorado foi liberado

Otávio foi liberado no início da noite desta terça-feira (1º) pela Polícia Civil após prestar depoimento na Delegacia Regional Centro em Belo Horizonte. “Ele foi ouvido e detalhado que foi preso em flagrante. O suspeito foi liberado devido a falta de provas do que poderia explicar a morte da vítima”, explicou o delegado.

Ainda conforme informações do delegado, a polícia irá esperar pelo laudo da necrópsia que poderá identificar como ocorreu a morte. Investigadores estiveram no clube na tarde desta terça para tentar identificar outros participantes do festejo que viram a confusão e possam depor sobre o caso
Apesar de liberado, Otávio Cruz ainda está a disposição da polícia para novos esclarecimentos sobre o caso. O prazo para que o laudo fique pronto é de 30 dias. Caso seja comprovado o acidente, o suspeito poderá responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

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Depoimentos. Namorado reforça fatalidade e mãe nega que filho era gay

"Eu nunca tive a intenção de matá-lo e estou sofrendo muito. Nós dois brigamos e, em um momento de exaltação, trocamos empurrões, mas não pensei que fosse acontecer algo tão grave", declarou Otávio em breve entrevista ao Portal O Tempo OnLine.

. "Ao que parece, foi mesmo uma fatalidade", disse o cabo Alan Rodrigues Cassini, do 34º Batalhão da Polícia Militar.

"Pelo que fiquei sabendo de amigos do meu filho, os dois não se conheciam e meu filho apenas daria uma carona para o Otávio porque eles tinham amigos em comum. Meu filho não era homossexual. Ele tem um filho de 10 anos", disse a mãe da vítima.