quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Ator gringo sai do armário e ator brasileiro revela que é bissexual

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2013 começou com boas revelações/declarações pró-LGBT, digamos assim. Sobretudo, para visibilidade. Afinal, um ator gringo revelou que é gay e um brasileiro que é bissexual.

O gringo em questão é o Matt Dallas estreou a saída do armário de 2013 entre as celebridades. No último domingo, Matt, que ficou famoso por protagonizar a série “Kyle XY”, anunciou no Twitter seu noivado com o músico Blue Hamilton. “Começando o ano com um novo noivo, @bluehamilton. Uma ótima forma de iniciar 2013”, publicou.

O ator também é conhecido por ter atuado na série Eastwick, além de ter feito participações em alguns filmes e nos clipes Thinking of You, de Katy Perry, e Goodbye My Lover, de James Blunt. Já Blue produziu a canção “Born To Be Somebody”, do cantor teen Justin Bieber, e concorreu ao Grammy no ano passado.

Matt Dallas acima e o namorado abaixo
 

Já o brasileiro em questão é o ator José de Abreu, que foi destaque recentemente no papel de Nilo na novela Avenida Brasil. Pelo twitter ele foi direto:"Eu sou bissexual e daí? Posso escolher quem eu beijo? Quando quero beijar uma pessoa não peço atestado de preferência sexual, só depende dela querer. Não posso obriga-la a me beijar. ”. E ainda revelou curiosidades sobre sua vida: “Pouquíssimos gays se atreveriam a fazer o que eu fiz em 1975 - Viver com minha mulher e dois filhos (2 e 3 anos) e com um casal gay que viviam maritalmente durante 2 anos”.

Uma das pessoas que morou com José de Abreu foi nada mais nada menos que o renomado escritor e dramaturgo Caio Fernando Abreu:  "Pena que o Caio Fernando Abreu [jornalista, dramaturgo] morreu. Também morei com ele. Um morreu de AIDS, cuidado pela minha mulher, eu já tinha me separado dela, o outro é um grande diretor de teatro, não vou dizer".

O ator ainda foi incisivo sobre sua bissexualidade: “Tem dias que prefiro homens, tem dias que prefiro mulheres.Tenho que mudar? Eu sou assim, ué. Tenho que ser igual aos outros? Prefiro o que me dá prazer. E prefiro ter a 'preferência' que deixa-la nas mãos da natureza... Ou de Deus. Prefiro homens e mulheres que me interesses sexualmente". E não parou por aí: “Eu me relaciono com pessoas, não com rótulos: gay, homossexuais, hétero, sexualidade, sexualismo, opção sexual, estou andando. Se há amor ou tesão, foi. Acho o suprassumo da caretice dividir o mundo entre gays e não gays. Ninguém me ensinou a amar assim. Aprendi a amar na Igreja".