terça-feira, 11 de dezembro de 2012

ColunaZs – “Mudando o mundo pelo boca a boca”

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Já falei de ativismo nas redes sociais aqui no Muza. De como facebook, twitter, blogs, se tornaram, ao lado da mídia tradicional, lugares de denúncia. Mas mais importante que isso é que estamos mostrando, através de nossos perfis pessoais, coisas que não são mostradas pela mídia, ampliando discussões que antes ficariam fechadas a pequenos grupos interessados.

Internet é sinônimo de democratização da informação. Tem de tudo, sobre tudo. Assim como nos outros meios existem coisas de qualidade, sem qualidade e para todos os gostos. O que vale é o nosso filtro, o famoso “não acredite em tudo que lê”. Senso crítico é fundamental em qualquer tipo de informação recebida, seja pela internet, TV, jornal ou revista.

Ainda existe uma certa resistência ao chamado “ativismo de sofá”, se baseando na ideia de que um like não muda a realidade retratada no facebook. Mas a função do like é mudar a vida de alguém ou dar destaque a informação? A função do compartilhar é distribuir alimentos aos que tem fome ou disseminar uma informação? Uma matéria no jornal não muda, apenas por sido escrita, a realidade de alguém, mas dissemina a informação e assim os leitores podem fazer, ou não, algo. Mas jamais tentaremos mudar aquilo que não conhecemos, que não sabemos existir.

Mais importante do que espalhar a informação de forma rápida, hoje a internet espalha informações que a grande mídia esconde. Denúncia crimes que antes eram ignorados. Casos como o de André Baliera passavam despercebidos. E casos como o dele acontecem frequentemente, aconteciam ano passado, ano retrasado, 10 anos atrás. Hoje ele pode gravar um vídeo que se espalha pelas redes sociais, recebe likes, é compartilhado, twittado e retwittado.

Disseminação de informação é primeiro passo para qualquer mudança. As pessoas precisam saber o que acontece. Os veículos da grande mídia, cada um com seu motivo, escondem diversos ocorridos. E é na internet que são amplamente comentados.

A morte de jovens ativistas, agressões sem motivos a mulheres, travestis apedrejadas. Tudo isso não se vê na Globo, se vê no facebook.

Compartilhar é a versão do boca a boca da internet. Falamos de todos os assuntos, sérios, engraçados, importantes, fúteis. Compartilhamos da mesma forma. Não compartilhe achando que o compartilhamento vá mudar o mundo, compartilhe pensando que aquilo vá mudar a cabeça de alguém, e com a esperança de que esse alguém ajude a mudar o mundo.

*Becha Má é twittera toda trabalhada no veneno purpurinado. The Bitch says: follow my ass!