sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Após agressão em São Paulo, vítima de homofobia pede justiça em vídeo

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Ainda visivelmente abalado, André Cardoso Baliera postou um vídeo onde diz que a única coisa que quer é justiça. “Eu peço às pessoas que se sensibilizaram com essa história, que acreditam na paz, que acreditam que em 2012 não faz mais sentido alguém apanhar por conta da sua orientação sexual (...), pra elas estarem comigo na contramão desses monstros. Pra elas estarem comigo lutando pelos meus direitos e pelos direitos de uma parcela enorme da população que sofre diariamente o que eu sofri e o que eu venho sofrendo”, desabafou.

O bancário reconhece que o caso dele tomou tal proporção por ter acontecido em Pinheiros, região nobre da cidade, e porque é estudante de direito do Largo são Francisco, mas que se fosse com um homossexual negro e/ou pobre, a história seria diferente. “Mas a gente tem que fazer isso parar, eu não quero apanhar outra vez. Eu não quero ter que fingir que sou quem eu não sou pra poder voltar pra casa com segurança”, declarou emocionado.

André sofreu um ataque na segunda-feira por dois homens, enquanto transitava pela Avenida Henrique Schaumann. Segundo testemunhas, os agressores passaram de carro xingando o bancário de “veado”. Ao contrário do que afirmaram os agressores, o estudante respondeu e, então, eles desceram do veículo para agredi-lo com socos e chutes.

No vídeo, o jovem também agradece a todas que o tem apoiado neste momento, inclusive sua família e as testemunhas que o amparou após a agressão. Ao final do relato, ele diz ainda ter medo de sair de casa.

O estudante Bruno Portieri, de 25 anos, e o personal trainer Diego de Souza, de 29 anos, continuam detidos por agressão e tentativa de homicídio. Ambos alegam que tudo não passou de uma discussão de trânsito.