segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Panfleto preconceituoso contra homossexuais é distribuído no condomínio JK

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(Via O Tempo On Line) Um panfleto com conteúdo homofóbico distribuído no condomínio JK, no centro da capital, gera polêmica entre moradores do bloco B do edifício. Na última semana, o comunicado trazendo uma mensagem ofensiva e palavrões foi deixado sob a porta dos cerca de 440 apartamentos do prédio. Alguns condôminos classificaram o texto como preconceituoso e, apesar de ele ser assinado pelo Movimento de Proteção dos Moradores do JK, acreditam que o material foi distribuído pela própria administração do edifício.


Para o advogado Ângelo Moura, 38, o recado foi direcionado a ele e veio como resposta a uma página criada no Facebook. Intitulada "Reage, JK", a comunidade virtual tem o objetivo de expor as falhas na gestão do prédio. "Estou aqui há dois anos e comecei a questionar algumas coisas que estavam erradas. Mas tentam acabar moralmente com todas as pessoa que contestam", diz Moura, que é homossexual assumido e diz já ter passado por inúmeros problemas com a síndica. Além da mensagem anônima, cartazes chamando o advogado de bandido teriam sido afixados em corredores e em elevadores.

O designer Rafael Maia, 27, também recebeu o comunicado e diz ter se sentido ofendido. "Sou morador do condomínio há cinco anos, e esse movimento nunca tinha dado as caras. Na verdade, o prédio já tem um jornal interno com conteúdo bastante preconceituoso", afirma.


Maia destaca que os papéis distribuídos teriam sido pagos com a verba do próprio condomínio, já que as folhas foram impressas no escritório da administração. "Essa questão da homossexualidade é frequente. Depois da reforma da praça Raul Soares, falam que os bares estão perdendo dinheiro por causa dos homossexuais. Mas isso não é verdade".


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O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-MG, Wilson Batista, acredita que os recados distribuídos nos apartamentos podem configurar um delito. "Pode ser um crime contra a honra, no mínimo. Até mesmo porque homofobia caracteriza crime de discriminação", explica. De acordo com ele, esse tipo de situação costuma resultar em penas alternativas, como o pagamento de cestas básicas. 

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Em breve entrevista ao jornal o Tempo o advogado Ângelo Moura revelou que a homofobia é constante no condomínio JK: “A homofobia é recorrente aqui. Já tivemos vários casos, afirmou.

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