terça-feira, 6 de novembro de 2012

O que achamos do novo disco da Christina Aguilera, “Lotus”?

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Bee! Como sabe, vazou, na íntegra, o novo disco da Christina Aguilera, “Lotus”, previsto para ser lançado oficialmente na próxima semana. Assim, de certa forma, só ainda não ouviu o disco quem não quis... e nós ouvimos! Melhor dizendo, eu, Valmique, ouvi. Abaixo, compartilho com vocês as minhas primeiras impressões sobre cada música.  Afinal, tudo pode ser melhor apreciado com o tempo.

No geral, Lotus é um bom disco. Soa “redondinho”, bem mais redondo/regular e pop que o ótimo “Bionic” de 2010, por exemplo, que eu considero melhor. Entretanto, Lotus consegue equilibrar melhor o eletrônico e o orgânico em uma mesma música, o que pode gerar menos estranhamento do público em geral. O vocal de Aguilera é, e sempre será, um destaque/diferencial a parte. Entretanto, aqui, ele cansa às vezes, “muito grito” sabe? Mas Lotus é um disco mais equilibrado, o que acho que poderá agradar fãs antigos e conquistar novos ou, ao menos, não soar estranho para o público atual. Abaixo, o faixa-a-faixa! 

“Lotus Intro” – Parece um mantra eletrônico.  Assim como todo bom mantra, você quer ouvir repeditamente e essa introdução não é diferente. Uma boa maneira de dizer “estou de volta bitches”.

“Army Of Me” – Só eu que lembrei da Cher ao ouvir essa música?  Sim, aqui a mensagem é uma espécie de Fighter 2.0, clássico do disco Striped de 2002. Mas achei o refrão meio farofa, apesar da boa letra... imagino até a Kelly Clarckson cantando essa música, talvez porque a música “Stronger”, recente da ex-American Idol, ter a mesma proposta.

“Red Hot Kinda Love” – Uma canção divertida, ensolarada e com um estilo meio funk, James Brown... diverte ao ouvir. Dá até para imaginar você e seus amigos andando de carro por aí e ouvindo essa música bem alto.

“Make The World Move” – Back To Basics, disco de 2006, manda lembranças? Pode ser... mas essa sim, tem cara de hit e clássico... apesar da vibe anos 20, que pode não agradar o grande público... mas é uma ótima canção e muito bem produzida. Ah! É um dueto com o colega do programa “The Voice”, Cee Lo Green

“Your Body” – Uma típica e boa canção pop, com direito aos Oh Oh Oh que já marcaram recentes hits de Britney, Gaga e até The Wanted. Mas mesmo com a produção de Max Martin e um clipe bapho, a música não agradou – no sentido de ficar bem posicionada. Vai entender...

“Let There Be Love” – Tem cara das músicas que ouvimos na rádio atualmente, o que não é ruim, mas também não é tão bom assim.  Poderia muito bem ser um feat da Christina Aguilera em um disco do Calvin Harris, David Guetta por exemplo. Mas ok, assim Christina soa “atual”.

“Sing For Me” – Dizem que ela escreveu essa música para os fãs. É uma meio-balada... bonitinha até, com Christina mostrando o melhor de sua “The Voice”.

“Blank Page” – Christina e suas belas baladas que potencializam sua voz e suas emoções... prefiro “You Lost Me”, de Bionic, mas essa balada também em parceria com a Sia é bonita. Nessas músicas que Xtina mostra seu verdadeiro diferencial e versatilidade. Afinal ela consegue entreter em músicas como “Your Body” e emocionar em canções como Blank Page. E para mim, isso só conta a favor. Parabéns! ;)

“Ceaser Fire” – Uma música diferente, com melodia que nos remete aos tempos romanos e gregos. Vale pela diferença da proposta.

“Around The World” – Mais “Oh Oh Oh” Uma canção pop e barulhenta... lembra a Xtina de “Can´t Hold Us Down”.

“Circles” – apesar da letra bobinha e ao mesmo tempo abusada, que exige coragem e desprendimento artístico para incluir em um cd, a música tem uma melodia interessante com direito a um refrão rock, além de explorar vocais diferentes de Christina.

“Best Of Me” – Mais uma balada. Mais uma música com mensagem de autoestima. Desta vez, com ar imponente e, mais uma vez, destacando a potência vocal de Christina.

“Just A Fool” – Mais uma balada com mais “gritos característicos” de Christina. Mas desta vez, para “aliviar um pouco”, tem um vocal masculino (parceria com outro colega do “The Voice” Blake Shelton).  Começa bem, mas depois cai no lugar comum daqueles duetos que só os norte-americanos entendem e gostam.

Faixas bônus – “Light Up The Sky” e “Empty Words” são mais baladas, que não ruins, mas também não são tão boas, por não trazerem nada de novo em si. Assim, entendo elas estarem como bônus. “Shut Up” é uma canção divertida, positiva e meio funkeada como “Red Hot Kinda Love”, mas com a letra debochada de “Circles”, talvez por isso veio como bônus por lembrar outras do próprio disco.