terça-feira, 27 de novembro de 2012

Aumento de jovens homossexuais com HIV alerta governo brasileiro

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O número crescente de jovens infectados pelo HIV, principalmente entre os homossexuais, tem preocupado o Ministério da Saúde. Segundo o ministro da saúde, Alexandre Padilha, na faixa etária de 15 a 24 anos, os soropositivos homossexuais já somam mais de 50%. Enquanto que em 2002, representavam 40%.

Contudo, para o diretor do departamento de DST do ministério, Dirceu Greco, a Aids no Brasil é uma "epidemia concentrada e heterogênea". A prevalência da doença chega a 10,5% entre os homossexuais e a 14% entre as travestis. Na população geral de 15 a 49 anos, está em 0,6%; entre profissionais do sexo, em 5%; e, entre usuários de drogas, em 5,9%.

Durante lançamento de campanha na semana passada, que prevê o aumento de testes rápidos por todo o país, o ministro declarou que “essa geração não acompanhou o início da luta contra a Aids nem perdeu ídolos por causa da doença, por isso a importância da sensibilização”. Portanto para esse público, o programa Fique Sabendo vai oferecer testes rápidos de HIV, hepatite e sífilis.

A meta é que 500 mil pessoas façam o teste até o dia 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids. De acordo com dados do governo, há no Brasil 530 mil infectados pelo HIV. Deste total, 25% não sabem que estão contaminados, ou seja, um em cada quatro brasileiros. Por isso, até o dia 1º, as pessoas que desejarem saber se têm o vírus devem procurar as unidades da rede pública de saúde e os Centros de Testagem e Aconselhamento. O exame é rápido e sigiloso.

Padilha ainda alertou sobre a importância de diagnosticar a doença precocemente: É bom para o paciente, porque isso pode permitir uma melhor qualidade de vida (...) e muito bom para o enfrentamento, porque reduz o risco de transmissão.

Com informações de OTempo On Line