terça-feira, 25 de setembro de 2012

ColunaZs – “Fobias”

Loading


Já vi muitos se perguntarem o motivo de se usar fobia para descrever o preconceito. Homofobia? Transfobia? Mas o que eles tem não é medo. Fobia também tem outro significado, “aversão irreprimível”. E é isso que os preconceituosos tem, aversão. Medo é o que eles geram.

Essa aversão é um aprendizado, assim como qualquer tipo de fobia. Não nascemos com medo de alturas, ou aversão a insetos. Aprendemos, de uma forma ou de outra, mesmo quando não no lembramos como. Se nos perguntam os motivos de nossas fobias, normalmente, não sabemos responder ao certo, falamos milhares de motivos sem sentido. Apesar os exemplos serem bem distantes, o mecanismo é o mesmo. Aprende-se com a família, com colegas, na tv, na religião, em todo lugar, que ser qualquer uma das letrinhas da sigla (LGBTT) é errado. Ao longo da vida, cheia de exemplos, se cria a homofobia (transfobia, ou a fobia que seja), medo de ser gay e aversão a quem é gay. É uma programação cerebral, involuntária. O pior é que, na maioria dos casos, ela é acompanhada da falta de questionamento. É mais do que normal que pessoas homofóbica não sejam estimuladas a pensar, questionar.

Capacidade de pensar, não existe melhor cura para a homofobia. Essa aversão irracional, programada, implantada, é facilmente desconstruída quando devidamente questionada. Mas aí é que está a questão “Como?”. Não existe forma padrão de fazer alguém abrir os olhos. Alguns se recusam, outros tem dificuldade, e todos são diferentes. Não existe argumento ou atitude padrão, e raramente se precisa de pouco. Foram anos de construção da fobia, leva um tempo para a desconstrução. Na verdade o que leva tempo mesmo é a criação da consciência que é preciso mudar. É esse o passo que mais demora a ser dado. Mas um vez dado o primeiro passo, fica fácil andar.

p.s.: Tenho fobia a essa aversão irreprimível.

*Becha Má é twittera e toda trabalhada no veneno purpurinado. The Bith says: follow my ass!