sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Carol Marra, modelo trans, Thammy Gretchen e pênis são temas de revista nacional

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A próxima edição da revista Trip está interessantíssima. Não falo isso por publicidade, mas olha só os destaques e me diz se não é para nós ficarmos curisosos.

Acima, você pode duas das capas da revista. Ainda há uma terceira, que você pode ver abaixo.

A primeira, acima, traz a nossa conhecida Carol Marra. Ela é de BH, modelo e transexual. Carol é a primeira transexual a posar para seção Trip Girl da revista. Isso mesmo! Uma seção dedicada às mulheres em ensaios sensuais.  Como a própria revista diz: “a surpreendente transnudez de Carol Marra”. Algumas declarações de Carol à revista:

"Não sou travesti, sou transex. É bem diferente. A travesti aceita seu membro e o usa na relação. Já a transexual não se conforma com a sua genitália, daí a necessidade de cirurgia".

"Na rua, me perguntavam se eu era menino ou menina. Eu ficava de castigo e nem sabia o porquê. Não tinha amigos, tive uma infância e adolescência solitária. Meus pais imaginavam que eu fosse gay, mas ão esperavam que eu fosse transexual"

"Ninguém precisa gostar de mim, mas respeito é fundamental. Sou um ser humano como outro qualquer, tenho pai e mãe, não sou filha de chocadeira. E não escolhi ser transexual. Eu nasci assim. Posso fazer um homem realizado não somente na cama, mas principalmente fora dela".

A partir do momento em que os homens sabem que sou transex tudo muda. Mesmo que seja só ali, entre eu e eles, já me tratam como um pedaço de carne, querem ir escondidos pro motel... e isso eu não aceito. Não sou marginal ou um ET. Se não for assim não saio, prefiro ficar sozinha.”



A segunda capa traz Thammy Gretchen que está prestes a estrear como atriz na próxima novela das 21h da Rede Globo. Thammy também falou sobre a dissociação entre mente, corpo e o seu sexo/genitália.

“Eu não ia com a minha cara. Olhava uma coisa e me sentia outra. Tanto que eu não conseguia comprar roupa para mim. Minha mãe comprou roupa para mim enquanto eu fui menina. Eu não sabia combinar um brinco com uma pulseira, um sapato com uma saia, sabe?”

“Eu tinha 25 anos e fui no ginecologista. Chegou na hora, o médico falou que não dava para fazer o tal exame. E minha mãe, que estava junto, perguntou se eu tinha algum problema. O médico virou pra ela e disse: “Problema, não. Mas ela ainda é virgem”. Ela não se conformava! “Pelo menos experimenta pra ver se você gosta!” Acho que foi naquele dia que caiu a ficha dela e que ela entendeu que eu não gostava mesmo de homem.”

“Se considerar como eu me sinto internamente, acho que eu deveria ter nascido homem. Porque é como se eu não conseguisse pensar como mulher.”

Além dessas capas/entrevistas interessantes o editorial da revista é... pênis. Isso mesmo!  A revista explica a escolha do tema: “Os órgãos sexuais ainda são lugares proibidos sobre os quais a nação sensual e liberada prefere não falar muito". Clique aqui para ler o editorial completo e abaixo, uma foto curiosa divulgada pela revista.

Segundo a revista no país Butão, imagens como essa são comuns nas fachadas das casas.