sábado, 11 de agosto de 2012

Leia entrevista excluZiva feita com a Banda UÓ

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People! Como sabem, ontem, a badalada Banda UÓ fez show em Belo Horizonte. Mas você também já deve saber que em junho a Banda também se apresentou em BH. E dessa vez, a então, terceira passagem deles pela capital, o Muza realizou uma entrevista excluZiva com Candy Mel (vocalista e artista muldimídia), Mateus Carrilho (vocalista e produtor audiovisual) e Davi Sabbag (vocalista e produtor musical). A conversa foi espontânea e simpática, assim com a própria Banda Uó. Na conversa, o brega, o púlico gay, curiosidade sobre o primeiro disco e a transexualidade de Candy Mel. Ah! Ontem o Muza também teve um bate-papo excluZivo com a Banda Uó e em breve você vai poder ler e saber  como foi! Fique ligado! ;)

Essa é a terceira vez de vocês em BH. Qual a lembrança que vocês tem do público da cidade?

O público é bem animado. Muuuuito animado. Um dos mais animados. Saí quase pelado do último show (lembrou Mateus). A gente sabe que a animação é garantida quando vem para BH é garantida.

É uma definição equivocada dizer que vocês são uma banda de tecnobrega ou fazerem essa referência a vocês?

Davi - A revista Rolling Stone colocou a gente como uma banda de pop brega e achei uma ótima definição.

Mateus - É o que hoje mais define o que a gente faz: um novo pop nacional, envolvido com toda essa onda que a gente traz. Desde 2010, com o brega e tal. Desde a musicalidade até o comportamento. Agora, cada dia que passa está cada vez mais forte na mídia.

Mel - A gente sem querer, naquela época, fez uma coisa que, por incrível que pareça, parece que deu certo e caiu “de paraquedas” nessa do brega, antes da coisa estourar e agora estourou.

Vocês cantaram com Luís Caldas em um projeto da Petobras. Alguma parceria “curiosa” por vir?

Mel - Com o Luís Caldas foi em um projeto incrível pra gente..

Davi – O que tá confirmado até agora, é a Preta Gil no nosso CD (cujo nome é “Motel” e será lançado em setembro). Vai ter uma música com ela. É uma música inédita, que se chama  “Nega Samurai”...

Mateus - A gente fez essa música especialmente para ela. A gente conheceu ela no ano passado, ela convidou para cantar no show dela.. e lá a gente teve uma ideia. Aí, ela falou que queria fazer um clipe: “Ah! eu quero fazer um clipe com vocês”. Aí, a gente deu a proposta e ideia da música. Ela aceitou e achou o máximo. Gravou, tá ótimo, tá lindo..



O Muza tem como proposta informar e inspirar. Assim, o que inspira vocês e o que esperam inspirar no público?

Davi - Libertação. Assim, a gente sempre fala disso. É uma banda muito libertadora, até pelo gênero que a gente faz, pelo que a gente é, veste e canta o que a gente quer... É mais sobre expressão. Fazer o que quer, sem amarra nenhuma. Sem importar se está cafona demais...

Mateus - É complexo isso. O brega pra gente hoje se resume só em coisa boa. Pra gente não tem mais brega como coisa negativa. Pra gente é só positivo. Você não ter vergonha sobre você, escutar o que você quiser, ter o comportamento que você quiser...  isso vai ser taxado de brega pelos outros, mas hoje, pra gente, é um estado de espírito, uma filosofia de vida (risos).

Vocês acham que esses motivos geram um tipo de identificação maior do público gay com a Banda UÓ? Como percebem essa identificação?

Davi – Nossa música é igual qualquer outra música pop, que sempre atrai mais esse pessoal “mais antenado”.

Mateus - a Banda UÓ nunca quis passar uma ideia de gueto, gênero... que isso é voltado pra isso, praquilo... a gente faz música para todo mundo.. são músicas populares, com histórias populares... claro que tem relação com o público gay e tal, até porque é de onde a gente veio...

Mel - É o que tem mais fácil acesso ao nosso tipo de música...

Davi - Quem gosta mais de pop é o público gay, não tem como, é mais predominante...

Mateus - é mais colorido, mais divertido, a gente canta, dança... então, o primeiro público que a gente atrai é o público gay e a gente ama isso... mas também tem casais héteros.. a namorada que leva o namorado.. a patricinha.. e aí a gente “olha o pessoal da moda” que está na no nosso público ... a Banda UÓ é pra todo mundo, sempre foi, mas cada vez mais as pessoas estão quebrando esse preconceito..  e vendo que tá tudo bem.

Por falar em preconceito, o fato da Candy Mel ser transexual e isso ser uma referência ou assunto para a Banda incomoda? Como você lida com isso Candy?

Mel - Não incomoda. É normal. Eu acho que é normal, as pessoas tem curiosidade de saber como é, mas é mais normal do que parece (risos)... eu sou uma pessoa como qualquer outra...

Cada dia que passa pra Banda é uma coisa menor ainda pra Banda. No início, tem aquela coisa “ela é trans”, mas o pessoal conhece o trabalho e vai diminuindo.. é uma coisa menor ainda a cada dia.
  
Mateus - Mas com certeza não é algo que incomoda, é um tempero a mais.