quarta-feira, 15 de agosto de 2012

ColunaZs - “Mercado de trabalho”

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Atrasadinha, mas cheguei. Sorte que o chefe aqui compreende.

Antes de começar... Sabe essa mesa da imagem? Dê uma olhadinha nela inteira e me diga quem é gay, hetero, trans e etc.

Que homofobia existe já estamos carecas de saber. Mas nem sempre sabemos quando vamos encontrá-la. E quando encontramos com ela na hora de um entrevista de emprego?

Certamente existem áreas mais abertas, mas não vamos escolher a profissão de acordo com o nível de preconceito. Nem todos os gays querem ser designer, estilistas, publicitários, cabelereiros, maquiadores e etc. Já conversamos sobre estereótipos, apesar de existirem “validações” de alguns deles, também existem os que fogem.

Não existe problema em trabalhar em uma área aberta. Na verdade, a experiência pode ser fantástica. Mas da mesma maneira que a escolha não poder ser, pura e simplesmente, por razões financeiras, ela não deve ser por causa do preconceito.

Acho que é óbvio, para qualquer ser pensante, que a sexualidade não interfere na competência de um profissional. A não ser que seu trabalho envolva diretamente sua sexualidade, e nenhum problema com isso, ele tem peso nulo para a sua função. Existem ainda as pessoas que conseguem a contratação e tem dificuldade em conseguir uma promoção.

Ainda existe uma barreira para gays e lésbicas, uma maior ainda para travestis e transexuais. Ao ponto de não se ter opção de emprego. Se a pessoa quer se prostituir, direito dela. O problema é quando as opções são apenas duas: Se prostituir ou ficar desempregado.

Ainda não temos diversos direitos, e pode incluir na nossa longa lista a ausência do direito de trabalhar. Pois enquanto não tivermos o direito de trabalhar em qualquer área, não teremos o pleno direito ao trabalho. Direito de gerar riqueza, movimentar a economia, pagar nossas contas e até de pagar os abusivos impostos. Por quê? Nós nos relacionamos com pessoas do mesmo sexo.

Não se engane caso trabalhe em uma área mais aberta, a sua bolha de respeito é pequena. E é exatamente isso que elas são, pequenas bolhas de felicidade e respeito, porções reduzidas de espaço onde somos respeitados. O problema com essas bolhas é que elas são fáceis de se estourar. 

 *Becha Má é twittera e toda trabalhada no veneno purpurinado. The Bitch says: follow my ass!