sábado, 28 de julho de 2012

Conferência Internacional sobre Aids destaca avanços no tratamento do HIV

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A conferência reuniu diversas personalidades, como o cantor britânico Elton John 

(Via O Tempo On Line) Duas pessoas podem ter sido curadas do HIV após um transplante de medula óssea para tratar um câncer, segundo um estudo divulgado na Conferência Internacional sobre a Aids, em Washington.


O estudo foi liderado pelo doutor Daniel Kuritzkes, do Hospital de Mulheres de Brigham. Os dois homens, infectados durante anos, tinham se submetido ao tratamento antiretroviral, que suprimiu totalmente a reprodução do HIV, mas tinham o vírus latente antes do transplante, segundo a pesquisa.

Os dois receberam uma forma mais leve de quimioterapia antes do transplante, o que lhes permitiu seguir tomando seus remédios para o HIV durante o processo terapêutico.

Segundo o estudo, os médicos detectaram o HIV imediatamente após o transplante, mas, com o tempo, as células transplantadas da doadora substituíram os próprios linfócitos dos pacientes, e a quantidade de HIV no DNA de suas cédulas diminuiu até o ponto de ficar indetectável.

Mesmo assim, os médicos se mantêm cautelosos quanto ao anúncio de uma cura para a pandemia. "Nunca seremos capazes de fazer transplantes de medula óssea nos milhões de pacientes que estão infectados, mas podemos estimular o vírus e eliminar essas células, podemos proteger as células restantes contra a infecção", assinalou Kuritzkes.


Outro estudo apresentado na conferência destaca os benefícios do tratamento do HIV com antirretrovirais em etapas muito iniciais da infecção. A proposta foi feita por Charline Bacchus, chefe da Agência Nacional Francesa de Pesquisa sobre Aids e Hepatite Viral.


A especialista assegurou que pacientes soropositivos na França que começaram cedo o tratamento conseguiram, depois, interrompê-lo com sucesso, sem que o vírus ressurgisse. Seis anos após a interrupção da medicação, os pacientes apresentam a habilidade de controlar a infecção por HIV. Eles possuem um reservatório extremamente baixo do vírus nas células, o mesmo nível que os pacientes "controladores do HIV", explicou a cientista.