quarta-feira, 18 de julho de 2012

ColunaZs – “Tem que mexer no bolso... e na educação”

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Quem já ouviu falar de Pink Money sabe do que estou falando. Concordo que esse possa ser um pensamento “vendido”, mas é bem realista.

Primeiro vamos por partes. A educação a que me refiro não é apenas na escola, mas em casa, na rua, no trabalho. Levar conhecimento sobre a realidade LGBTT(e demais letrinhas) ao máximo de pessoas possível. Essa é parte que sempre falei aqui e na qual continuarei a insistir. Mas existe um outro lado que não podemos ignorar.

Para convencer alguém é preciso achar algo que a toque de alguma forma. E se não conseguimos pelo senso de humanidade, vamos pelo bolso. A ameaça da perda de dinheiro, ou a oportunidade de explorar um mercado que ainda não possui boas opções de consumo, são capazes de mudar muita coisa. Essa pode não ser a maneira mais eficaz de combater a homofobia, pois ela pode passar a ser velada. Mas tudo é um processo. Com uma abertura maior ao público, o contato com a nossa realidade aumenta. Um maior contato pode mostrar coisas que muitos discursos deixam de mostrar com clareza. Uma coisa é falar “Somos todos humanos”, “Respeito a diversidade”, outra mostrar isso na prática.

“Ah, mas essa sociedade capitalista...” Você já sofre homofobia, já é difícil mudar isso... Ainda quer mudar o sistema financeiro? Não sou especialista, e me perdoem se estiver errada, mas não acredito que o capitalismo se vá antes da homofobia. Então sejamos realistas e usemos ele a nosso favor.

O Pink Money é um símbolo da segregação? É! Sem dúvida alguma. Mas é algo que nós controlamos. Nosso dinheiro não é diferente, e é por isso que ele tem esse poder.

Sabedoria popular, “Se a vida te dá limões, faça limonada”. Possuímos, hoje, um dos maiores motores do mundo contemporâneo. Que tal usá-lo a nosso favor?

* Becha Má é twittera toda trabalhada no veneno purpurinado. The Bitch says: follow my ass!