quarta-feira, 20 de junho de 2012

Conheça o curta gay “Pink And Green” de cineasta mineiro

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People! Via O Tempo On Line Ao mesmo tempo em que a Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovava, em maio, o projeto de lei que inclui no Código Civil a união estável entre homossexuais, o cineasta mineiro Elias Ribeiro acompanhava a exibição, em Cannes, de um curta-metragem cuja temática perpassa justamente as dificuldades de um casal homossexual binacional que deseja permanecer em solo norte-americano. 



Selecionado para a mostra Short Film Corner, o curta "Pink and Green", ainda inédito no Brasil, dialoga com histórias bastante comuns - como a do próprio diretor e a do roteirista e protagonista da obra, Gustavo Marçolla. 

"Durante quatro anos, tentei como pude sustentar meu relacionamento com um norte-americano, viajando constantemente entre Brasil, Inglaterra e Estados Unidos com a intenção de manter válido o meu visto de turismo", relembra Ribeiro."O mais irônico é que, um mês antes de terminarmos o relacionamento, eu consegui um visto de investidor, mas a relação já estava calejada com tantas idas e vindas", completa o diretor. 

Em "Pink & Green", contudo, o que se tem é uma história ficcional em que o romance entre Mario e Adam, o casal de protagonistas, ganha contornos ainda mais complexos pela entrada de uma terceira personagem. 

"Além de voltar-se à vida dos casais homossexuais binacionais nos Estados Unidos, o filme também toca no desejo de ser mãe da personagem Linda, uma lésbica que, em troca de se casar com Mário para que ele possa residir legalmente nos EUA, pede que ele a engravide", comenta Ribeiro, revelando mais alguns detalhes da trama. 


"É nesse sentido que o filme acaba tratando de questões universais e muito humanas. Acho importante que se promova uma conscientização a respeito da questão dos casais binacionais, mas quis fazer isso de forma sutil, como um pano de fundo", explica o diretor.

A partir do conflito instalado entre os três personagens, Ribeiro acredita tocar em uma questão pouco discutida e, em sua visão, bastante comum entre os gays. "Em algum momento, alguém pode mesmo acabar se perguntando: “E se eu me apaixonasse por uma mulher, filhos, família etc.?", questiona ele, que ainda não tem previsão para mostrar o filme no Brasil.

"No momento, estou mandando esse e outros filmes para festivais brasileiros, espero que em breve tenhamos exibições confirmadas por aí", sinaliza Ribeiro, diretamente de Cannes. 

"Essa é uma plataforma para buscar interesse de coprodutores, fundos, interesse de outros festivais e compradores de curta metragem. Também é uma excelente ponte entre o formato curta e o longa. Estou exausto, mas extremamente feliz com a atenção que recebemos e as novas alianças que foram formadas", conta, comentando a estada no festival.


Veja abaixo o trailer do curta. Clique aqui para acessar o site oficial.