terça-feira, 5 de junho de 2012

ColunaZs – “Posso casar, mas posso te beijar?”

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Já vou avisar, pra não ter desculpa! Nos dias 3, 4 e 5 de Julho acontece o Youpix Festival. E no dia 5 a Tia participará de um debate, com o  Felipe GaZz, Peagá Peñalvez,  Fabio Allves e Caio Fochetto. Estaremos no palco “HOJE É DIA DE HUB, BEBÊ” com o debate “BLOGAYROS: INFORMAÇÃO SEM AVACALHAÇÃO”. Gays escrevem só para gays? Estamos restritos a certos assuntos? Escrevemos para todos os públicos? Os assuntos variam?

E como eu já disse, estou avisando cedo para que vocês se virem. O debate começa 17h00, no dia 05/07. Não dá pra perder.

Isso tudo me lembrou de alguns outros assuntos que já levantei aqui no Muza, principalmente o texto sobre estereótipos. Não leu, leia.

Mas a minha grande questão, essa semana, não é essa. É quão básico ainda é o preconceito, o quão simples e ridículo é seu fundamento. E quanto mais básico, mas simples, mais enraizado ele está. A parte “boba” do preconceito é a última a ir embora. É mais fácil conquistar o direito de se casar do que não ser estigmatizado. Basta pensar no racismo. Negros eram escravos, não podiam se casar com brancos, não podiam andar com brancos. Hoje a lei lhes garante todos os direitos, mas as pessoas ainda se agarram a suas bolsas ao ver negros nas ruas.

Nas leis procuramos garantir nosso direitos, e eventualmente conseguimos. No papel tudo fica lindo, mas e socialmente? Precisamos da criminalização do preconceito, do direito a nos casar? Precisamos. Tanto quanto precisamos da não marginalização social, da consciência de que somos seres humanos como quaisquer outros.

Apesar de todas as complicações, é mais fácil mudar a lei. Os comportamentos, os “pequenos preconceitos” que vão ficando, são os mais complexos de se mudar. Com o tempo tendemos a esquecer esses “detalhes” (que de detalhes não tem nada), apenas alguns continuam tentando mudá-los, e esses são taxados de chatos, exagerados, sem o que fazer.

No Brasil estamos, finalmente, conquistando nossos direitos constitucionais, mas e os sociais?

*Becha Má é twittera toda trabalhada no veneno purpurinado. The Bitch says: follow my ass!