sexta-feira, 20 de abril de 2012

ExcluZivo – entrevista com Rafael Augustto, criador do fã-site Madonna On Line (Parte 2)

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People! Como combinado, hoje você pode ler a segunda parte da entrevista com Rafael Augustto, criador do fã-site Madonna On Line, que é a principal referência na internet brasileira quando o assunto é Madonna.

A conversa aconteceu durante a Festonna – festa realizada pelo site e trazida à Belo Horizonte pela festa Caramelo Sundae – na qual ele discotecou 1h30 só com músicas da Rainha do Pop! Foram cerca de 20 minutos de entrevista que só foi interrompida porque ele tinha que ir tocar! Assim, ela foi dividida em duas partes.

Nesta segunda parte Rafael Augustto fala sobre da relação dos little monsters e britfans com Madonna, sobre o filme “W.E.” e revela qual seu disco preferido da Rainha do Pop. Imperdível 2!

Lhe incomoda de alguma forma ou o que você teria a dizer sobre os little monsters (fãs de Lady Gaga) ou os Britfans (fãs da Britney), que de certa forma ficam nessa disputa de “quem é a melhor do pop” e acabam atacando a Madonna. Afinal, já querem dar títulos de “nova Rainha do Pop”, ou dizem que Madonna tem que aposentar... de alguma forma já busca, nesta disputa, tenta inferiorizar/desmerecer uma em relação à outra. Como você vê isso?
É igual time de futebol. Cada um tem aquele time de coração e você defende aquilo. Fã é a mesma coisa. Se tem seu ídolo e você vai defender com unhas e dentes. Mas boa parte acaba julgando o outro e menospreza o outro artista. Faz parte você querer falar o melhor do seu artista. Como figuras de álbum de figurinha, você fica pontuando e tal. Mas não tem como concorrer com a Madonna, por mais que isso seja arrogante falar. Mas não dá. Ela já fez muita coisa. Você só consegue comparar alguém se tem a mesma trajetória. Você não pode comparar com um artista como Britney, Gaga... A Gaga tem dois álbuns lançados e um outro menor... não dá para comparar com outra artista que tem 30 anos de carreira e mais de 10 discos, trilha-sonora, já fez filmes... não tem como... e essas artistas novas que surgem, elas conseguem pegar um público cada vez mais novo.. E o público mais novo, é óbvio, não tem a mesma e toda bagagem que um público que acompanha a mulher há 30 anos. Aí ofende, diz que a mulher não presta mais pra isso, pra aquilo... mas enfim, tem que ver na prática. Por exemplo, pede ela para fazer um show ao vivo, para ver quem é a melhor.

Você falou há um tempo atrás que era um fã da Madonna em crise, depois de ouvir o álbum, “MDNA”, você continua em crise? (Esta pergunta foi feita pelo jornalista Átila Moreno, que também estava presente).
Não. Eu tava em crise, porque eu estava preocupado em saber o que ela ia fazer e saber se ela ia me satisfazer. Porque essa era minha preocupação. Saber se ela ia conseguir preencher esse vazio que eu tava, vazio criativo que eu estava achando... mas preencheu.

O que você achou do filme “W.E.” e sua receptividade em geral? (Rafael fez uma crítica sobre o filme no Madonna On Line).
Lógico que tem preconceito, porque é da Madonna. Tem um crítico de São Paulo, um cara mais velho e bam bam bam que disse algo como “não tenha preconceito para ver o filme, porque ele é bom”. Ela tem o seu valor como diretora. Ela está aprendendo. Ela já aprendeu no primeiro e melhorou muito no segundo. Eu fui supreendido pelo filme sim, achei que a estética é muito bonita. O figurino não precisa nem falar porque concorreu ao Oscar. Mas a fotografia e enquadramento... achei muito bom e muito bonito. Mas na história, eu achei que ela não se aprofundou muito sobre os dois, na relação dos dois. Ok, ela teve problema por ser divorciada naquela época. Mas e aí? Como foi? A família? Como reagiu? Como foi esse processo de ser separada? Mas ela falou que era só uma história de amor dos dois. Bonito. Vamos ver no próximo. No próximo ela vai melhorar mais ainda.

Qual o seu disco preferido da Madonna?
Bedtime histories. Foi o primeiro que eu comprei na loja, no dia do lançamento e me marcou. E eu acho o álbum absurdamente fantástico. Ela teve de dar uma mudada na persona, já que ela estava extremamente erotizada, com “Erotica” e a “Girlie Show”. Ela surgiu com uma roupagem “R&B” de uma forma sensacional e com produtores muito bons.

E uma música? Poderia escolher uma?
Não consigo te falar assim.. mas uma recente, é “Beautiful Killer” (do “MDNA”).

E uma turnê? Qual a sua preferida?
“Girlie Show”. Eu comecei a reparar na Madonna nesta turnê. Meus pai sempre foi muito musical. Ele tinha muitos shows em casa. E show para mim era um artista que ia lá na frente com seu microfone e voz, cantava, belissimamente, e só. Mas Madonna, você não está só vendo ou ouvindo a música. É todo o teatro. É um espetáculo. Aquilo me fascinou. A engenharia do palco me fascina. Eu acho que sou engenheiro frustrado (risos). A engenharia do palco é uma coisa que eu gosto de ver. Gosto de ir no show dela para ter a cartaze, mas tamém para ver a engenharia... onde ela sai, onde ela pula, onde o telão abre, onde ele mexe, sobe, desce, ascende... é isso que eu amo, é isso que gosto e é isso que eu gosto de ver no show dela. É nisso que a Girlie me fascinou. Eu estava acostumado com um outro tipo de show e eu jamais imaginava que um artista poderia fazer aquilo. Então a partir daí, eu passei a acomapnhar a turnê dela.

Por fim, tem uma era da Madonna que você gosta mais?
Eu adoro os anos 80. Mas eu era uma criança. Não curti a Madonna nesta época porque eu era criança quando ela estourou. Eu adoro aquela coisa descompromissdada que acontecia naquela época. Eu adoro a fase anos 80 da Madonna.


Abaixo, você pode ver fotos de Rafael Augustto na Festonna em BH! Clique aqui para ver todas as fotos da Festonna em BH e aqui para vê-las no Facebook!