quarta-feira, 18 de abril de 2012

ExcluZivo – entrevista com Rafael Augustto, criador do fã-site Madonna On Line (Parte 1)

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People! Em um período tão Madônnico ( disco “MDNA”, festas, turnê do Brasil...), o Muza traz uma entrevista excluZiva com o criador do fã-site Madonna On Line: Rafael Augustto. O Madonna On Line é a principal referência na internet brasileira quando o assunto é Madonna.

A conversa aconteceu durante a Festonna – festa realizada pelo site e trazida à Belo Horizonte pela festa Caramelo Sundae – na qual ele discotecou 1h30 só com músicas da Rainha do Pop!

Foram cerca de 20 minutos entrevista que só foi interrompida porque ele tinha que ir tocar! Assim, dividiremos em duas partes. A outra, sai na sexta-feira, 20 de abril!

Nesta primeira parte Rafael Augustto falou sobre como é criar e manter um fã-site, sobre a ideia da Festonna e revela quais foram suas expectativas e o que ele achou de “MDNA”. Imperdível!

Como surgiu a ideia da Festonna? (A festa existe há 1 ano e meio e é realizada mensalmente nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Em março, com o lançamento do disco “MDNA”, aconteceu várias edições da festa em todo o país. Esta foi a segunda vez que a Festonna foi realizada em Belo Horizonte).
Ser fã da Madonna é além de curtir as músicas e ver as imagens dela, o áudio-visual, as pessoas querem dançar e muitos deles querem reproduzir as coreografias, os passinhos. Mas não tem uma balada, um lugar, uma casa, que toque só Madonna. Assim, criei esta festa... é o lugar onde há uma cartase madônnica: onde todo mundo que curte, consegue extrapolar toda aquela energia que as pessoas tem e unir com outros e curtir aquele ídolo.

A Festonna já aconteceu em várias cidades brasileiras. Você consegue ver diferença entre os fãs da Madonna pelo Brasil?
Eu percebo que tem público que é mais reservado. Eles curtem mas não “se jogam” na pista. Não é regra, mas em Porto Alegre, por exemplo, boa parte fica só curtindo a música, e não dançando e requebrando. Além disso, tem música que toco em SP e bomba e outras cidades não. Tem uma variação regional sim.

O Madonna On Line é um fã-site que existe há 10 anos. Como é manter um fã-site por tanto tempo?
É prazeroso. Na verdade, eu sou web-designer. Então, eu comecei a montar o site porque eu comecei a trabalhar com isso. Onde eu trabalhava tinha que fazer algo institucional. Assim, eu extrapolava para um lado mais criativo no meu hobby, que era o site da Madonna. Fui unindo o útil ao agradável. É um hobby na verdade, mas cresceu e virou uma referência, o que me deixou muito surpreso. Mas não foi com esse intuito que criei o site. É óbvio, que fazer algo legal, bonito e bem escrito sempre foi o objetivo. Assim como passar informação, de uma forma bacana e com clareza.

O Madonna On Line é uma referência sobre a Madonna na internet brasileira. Com isso, você tem algum contato especial com a gravadora da Madona, com a equipe dela...
Tenho contato com a gravadora sim. Uma ou outra pessoa da equipe dela que as vezes, fala uma ou outra coisa que eu posto no site. Ela especificamente não.. ainda! (risos)

Vamos falar sobre Madonna agora... o que você achou do disco “MDNA”? Você tinha alguma expectativa? Você acha que ela tinha que provar algo com o disco? Como por exemplo, o título de “Rainha do Pop”? Afinal, hoje é um cenário diferente ( e mais intenso para o pop) de 4 anos atrás quando ela lançou “Hard Candy’.
Provar não. Não era essa a questão. A expectativa era porque ela tinha feito um álbum que não foi bem recebido, o “Hard Candy”, apesar de ter feito uma turnê excepcional. Mas o álbum não foi bem recebido pela crítica. Mas a expectativa maior, veio do desligamento dela com a Warner. Como ia ser isso? Seria o primeiro álbum fora da gravadora que “ela nasceu”. É um marco. Imagina: ela saiu de uma gravadora de 25 anos, uma nova proposta. Quem detém todos os direitos é uma produtora de shows e não uma distribuidora de CDs. Ela teve quer fazer parceria para distribuir o cd. Ela não é contratada da Universal para gravar um cd, por exemplo. Então, a expectativa era essa.

É óbvio que o cenário mexeu com ela. Tanto que nas letras ela fala isso. O cenário tanto musical quanto pessoal. Ela passou por um divórcio, arranjou mais dois filhos... teve uma mudança pessoal muito grande e também reflete nas letras. Obviamente são autobiográficas, por mais que ela diga que não. Então a expectativa era muito grande.

E depois que a gente foi ligando as peças.. . chamou o William Orbit, o Martin Solveig, o Benny Bennassi... então ela foi juntando umas peças altamente preciosas para obviamente criar algo excepcional. E o resultado foi surpreendente. Porque todo mundo tá amando o trabalho.

Você também amou “MDNA”?
Eu fiquei muito surpreso. “Celebration”, a música, é uma música ótima para dançar e tal, mas não é a “reivenção da roda”. É uma música dançante. Não é uma reinvenção. Mas ok. Depois, veio “Give Me All Your Luvin”, que eu particularmente não gosto, do estilo teenager. Adoro a letra, acho fantástica e irônica, mas o estilo da música eu não gosto (ele até escreveu uma coluna no Madonna On Line sobre). Então, eu já tava meio preocupado com isso. Na verdade, os trechos de músicas que foram soltando, foi me deixando mais agoniado porque eu não consigo ver o todo deste trecho. Eu via uma parcela de uma música, um fragmento, mas eu não sabia como era a composição inteira. Eu tirava uma conclusão de uma música baseada naquele trecho. Por exemplo, “Love Spent”, que você vê aquele trecho que divulgaram e na verdade a versão original, tem aquela coisa funk melody do Rio de Janeiro de anos atrás, que eu acho sensacional. Mas o conjunto inteiro da obra eu achei que foi de uma ousadia, porque ela misturou tanta coisa ali... saiu uma crítica dizendo que ali tem várias Madonna em um álbum só. Não é um álbum homogêneo. Eu até escrevi essa semana que é um álbum muito sortido, não tem uma linearidade. Em todos os outros discos da Madonna tem um fio condutor, nesse não.

Eu acho que “MDNA” não foi muito feliz nos singles escolhidos... você teve essa impressão?
O primeiro ("Give Me All Your Luvin") eu acho. A letra é irônica e cabia na mensagem que ela queria passar “every record sounds the same”... enfim, não foi bem recebido. É óbvio que fã adora. Fã é aquela coisa que qualquer coisa vai gostar. Mas ela é um produto. Um negócio. E o negócio tem que ser rentável. Não foi bem. Não vendeu. Ponto. O outro ("Girl Gone Wild"), eu adoro. Mas como ele foi lançado na pressa... lançaram o vídeo-letra para dar um start... mas a música é ótima e tal. Agora, com o clipe, a música deve estourar, porque o vídeo veio para provocar muito. E eu já toquei a música, ontem mesmo, em outra festa, e a música funciona muito na pista.

Abaixo, você pode ver fotos de Rafael Augustto na Festonna em BH! Clique aqui para ver todas as fotos da Festonna em BH e aqui para vê-las no Facebook! Na segunda parte da entrevista, ele fala sobre da relação dos little monsters e britfans com Madonna, sobre o filme “W.E.” e revela qual seu disco preferido da Rainha do Pop. Imperdível 2!