terça-feira, 10 de abril de 2012

ColunaZs – “Estereótipos”

Loading


Antes de mais nada, o Muza já noticiou que o “Educação Sem Homofobia” é finalista de um prêmio internacional. Vai lá e vota!

Faz um tempo que eu quero falar de estereótipos, mas nunca consegui algo de muito concreto. Também não sei se conseguir agora, mas acho que é a hora certa. E só uma coisinha...Você, provavelmente, deu seu palpite para a imagem. Usou estereótipos?

Sim, gosto das divas, gosto de moda e blábláblá... Mas também gosto de carros, supercarros mais especificamente, entendo dos motores. Eu caio dentro de vários estereótipos, mas também fujo de vários. E nenhum dos meus gostos, a não ser o por homens, é definido por eu ser gay.

Acredito – eu, Becha Má, é opinião hein! – que os estereótipos são seguidos mais por vergonha de uma ‘categorização’, por pressão social, por hábito. É “natural” que um gay goste de Madonna (ou Britney, ou Cher, ou outra cantora), mas não é “natural” que ele goste de metal. Mas por qual motivo não? Na verdade um gay metaleiro é tão normal quanto um gay que gosta das divas pop. Assim como é normal um hetero que gosta de metal e um hetero que gosta de pop. Como também é normal que ambos gostem dos dois estilos de música. Conheço vários exemplos.

Mas se um hetero diz gostar de pop, um gay de metal, uma lésbica não curte Ana Carolina, nós estranhamos de imediato, muitas vezes sem perceber. É neste momento que reforçamos o que deveríamos renegar. Os estereótipos são categorizações falhas, que não traduzem a diversidade. Na verdade eles fazem o contrário, dizem que seguimos um padrão. Nós não seguimos esse padrão.

Acreditem se quiserem, mas conheço pessoas que ficam no armário por não se encaixarem no “padrão gay”. São pessoas que estão mais fora do que dentro dos estereótipos. Gostam de muito mais “coisas de hetero” do que de “coisas de gay”. Se assumir, aparentemente, é mais difícil, pois eles não se encaixariam no “grupinho gay”, mas quem disse que tem que ser assim? Porque não ter um melhor amigo hetero? Porque lésbica tem que ser “machão”? Porque mulher hetero não pode ser “machão”? Porque?

E você não acha essa história de “coisa de gay” e “coisa de hetero” muito parecida com “coisa de menino” e “coisa de menina”, ou até “trabalho de homem” e “trabalho de mulher”? Uma separação burra e desnecessária.

Vai lá, mostre sua cara. Mesmo que já tenha saído do armário, talvez ainda não tenha assumido seu lado que foge aos estereótipos.

*Becha Má é twittera toda trabalhada no veneno purpurinado. The Bitch says: follow my ass!