terça-feira, 20 de março de 2012

Uma crítica sobre “MDNA”, o novo disco da Madonna que já vazou na web

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Com disco “MDNA”, Madonna reforça o título de Rainha do Pop

Depois de quatro anos sem lançar um disco de inéditas e do surgimento de novas cantoras pop no cenário musical, com Lady Gaga, o novo disco da Madonna vinha repleto de expectativa. Tanto pelo público quanto pela crítica. Mas, mais uma vez, a cantora/compositora/produtora/atriz/cineasta mostrou o por que dela ter o título e de Rainha do Pop.

MDNA é um bom disco da Madonna. A Rainha do Pop consegue se mostrar atual, com boas músicas pop e em alguns momentos traz um nível de requinte e sofisticação que não vemos em outras artistas pop por aí, o que justifica e reforça o título que ela tem. Mérito também de seus parceiros produtores e compositores: William Orbit (que se destacou ao trabalhar com a própria em 1998 no disco “Ray Of Light”), Martin Solveig e Benni Benassi, (ambos, vem se destacando no cenário eletrônico nos últimos anos).

Para quem gosta de comparação.... “MDNA” é, sem dúvida, melhor que “Hard Candy” – último disco de estúdio lançado pela cantora em 2008 e que dividiu opiniões- e não fica atrás do “Confessions On A Dance Floor” – aclamado disco lançado em 2005 -, mas não é um disco rendondinho como o que tem o hit “Hung Up”. Hit. Talvez seja esse o problema de MDNA, não tem um mega hit.

“Give Me All Your Luvin” poderia ter ocupado o posto, mas a pseudo-imagem adolescente depois de muita expectativa frustou grande parte do público. Ótimas músicas, como “Gang Bang” e “I´m Addicted”, não devem virar single (apesar dela ter revelando recentemente que gostaria que o cineasta Quentim Tarantino dirigisse o vídeo-clipe de “Gang Bang”) - devido as fortes letras e experimentalismo pop-eletrônico-musical.

Abaixo, você pode ler um faixa-a-faixa de “MDNA”, que apesar de ter vazado na web na semana passada, tem lançamento oficial nesta segunda-feira.

“Girl Gone Wild” - Começa com uma confissão religiosa um tanto quanto curiosa - já que a pessoa em questão já fez o vídeo-clipe de Like A Prayer (1989) e a foi crucificada em seu show (2006 – Confessios Tour) - e um batidão eletrônica que lembra “Celebration”, de 2009 (que aliás, são os mesmos produtores de “Girl Gone Wild”). A música é pop em sua essência (refrão fácil, letra grudenta), mas não é inspiradora ou vigorosa. É meio um pop-farofa. Madonna já fez melhores, sem dúvida. Nota 6

“Gang Bang” – Se “Girl Gone Wild” parece mais do mesmo, “Gang Bang” surge como um alívio de originalidade e dá fôlego ao disco. Não que cantar sussurrando sobre uma batida eletrônica seja algo novo, mas a letra maliciosa e a boa batida eletrônica são sedutoras e irresistíveis. A música vai crescendo – tanto em ritmo quanto em velocidade - e quando vê, você já está completamente envolvido. Nota 10

“I´m Addicted”
– Uma sonoridade eletrônica diferente, curiosa e interessante. Mais uma vez, assim como em “Gang Bang”, a letra é destaque a parte. Madonna relaciona seu amor a um vício em droga. Talvez desta música que tenha surgido a inspiração para o nome. Afinal, ela diz: “It’s like MDMA and that’s OK”. Sim, desta vez a referência é a droga. No final ela fica dizendo várias vezes MDMA, MDMA, mas hora ou outra parece que ela diz MDNA. Nota 10.

“Turn Up The Radio” – Sabe aquele pop melancólico, doce e que faz você querer sair pelas ruas, ou dirigir seu carro com um sorriso no rosto e com um certo otimismo? Sim! Essa é “Turn Up The Radio”. Dizem que será o novo single. Não sei se tem força para ser um single, mas a música é boa. Nota 8.

“Give Me All Your Luvin” – Madonna pagando de adolescente ou ainda lembrando Avril Lavigne? Isso não é nada bom, certo? Não é mesmo e com certeza ao ouvir “Give Me”, você pensa nisso, e isso pode fazer você não gostar da música. Mas sério. A música é ótima. É jovial, dançante e refrescante. É pop em sua essência. Afinal, depois de ouvir você já sai cantarolando alguma parte da música. Ah! As participações de MIA e Nicki Minaj são tão breves que se mostram descartáveis, mas não prejudicam a música. Nota 8.

“Some Girls” – Hum.. talvez seja o título, mas me remete a “My Girls”, da Christina Aguilera do disco “Bionic” (de 2010). É uma batida legal, mas não traz nada demais. Nota 6.

“Superstar” – Muitos disseram que é uma “Cherish 2”. Na verdade, não existe isso de 2. Mas talvez a referência não seja algo infundado. Afinal, assim como o hit dos anos 80, “Superstar” é pop, doce, romântica e sem ser piegas. Não é uma balada, mas dá para curtir de “boa”. Ah! Dizem que Lola, filha da Madonna, faz backing vocal. Nota 8.

“I Dont´ Give A” – Mais uma música com participação da rapper Nicki Minaj. Mas desta vez, a música faz mais o gênero da convidada. Em alguns momentos, o vocal de Madonna me remete a Madonna de “Erotica” e “Badtime Stories”. Eu particularmente não curto músicas rap/hip hop. Mas é uma produção boa e empolgante, além disso a participação de Nicki ficou muito boa. Quase no final, Nicki Minaj manda a mensagem: “Só existe uma rainha e é a Madonna, Bitch!”. Tá dado o recado. Nota 8.

“I´m Sinner” - Uma canção pop, divertida, bem produzida e com uma letra debochada. “eu sou uma pecadora e gosto disso”, canta Madonna. Um canção para curtir e cantar, sem arrependimentos. Nota 8.

“Love Spent” – Como dizer que você gosta da metade de uma música? É isso que tenho a dizer sobre Love Spent. Gosto justamente a partir do trecho que foi divulgado antes. Essa parte é ótima por sinal. Porque antes, a música chega a ser um pouco irritante (a voz da Madonna parece fanha e abafada e dissonante das batidas eletrônicas), apesar de uma boa introdução. Me lembrou as músicas de Hard Candy, como “She´s Not Me” e “Incredible”, que no final mudava completamente e ficavam muito mais interessantes. Nota 6.

“Masterpiece” - A balada do filme “W.E.” que ganhou o Globo de Ouro de Melhor Canção. Não acho uma música ruim. É boa. Mas apenas isso. Madonna já fez baladas melhores. Mas é uma bela música. Nota 7.

“Falling Free” –
Essa sim! Uma bela balada. Simples, discreta e traz uma emoção sutil. Os efeitos eletrônicos são quase discretos, o que parecer ser uma música simples em sua melodia e a voz da Madonna está linda. Nota 9.

“Beautiful Killer” (da versão deluxe) – Uma boa música pop. Sem grande alardes, mas interessante. Madonna sussurrando “Beautiful Killer” é tu-do. Para quem não sabe a música é uma homenagem à Alain Delon que morreu assassinato. Nota 7.

“I Fucked Up”
(da versão deluxe) – Apesar do título forte, a música é uma bela e delicada balada sobre arrependimento. A voz da Madonna soa límpida nessa música e a letra é sincera e honesta. Os arranjos de violino com a batida eletrônica casam perfeitamente. Nota 9.

“B-Day Song” (da versão deluxe) – A batida, a guitarrinha, o descompromisso literário e o alto-astral. Acho diverditíssimo e superválido. Um disco inteiro assim não seria bom. Mas uma música assim, no caso “B-day Song”, é ótima! Além de tudo, tem a participação, discresta, mais uma vez, de MIA (Bem que Madonna podia tê-la aproveitado melhor no disco...). E o “na na na” no final? Uma delícia! Nota 8.

“Best Friend” (da versão deluxe) – Essa sim tem cara de uma música que foi gravada e só poderia entrar numa versão deluxe. Uma batida razoável e uma melodia idem. Nada demais na letra também. Nota 5.


Nós não vamos disponibilizar o link para fazer download do disco. Mas, no fã-site Madonna On Line é possível ouvir todas as faixas. Clique aqui e aperte o play!

* Por Valmique