segunda-feira, 26 de março de 2012

Final gay e lésbico na novela “Fina Estampa”. Você viu?

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Bee! Na última sexta-feira, com reprise no sábado, foi ao ar o último capítulo da novela Fina Estampa, escrita por Aguinaldo Silva e exibida pela Globo. O que nos interessava era saber o final do personagem-gay-popular Crô, interpretado pelo ator Marcelo Cerrado e que foi eleito pelo Muza como um dos 20 momentos mais gays e inspriadores de 2011.

Ao contrário do que foi especulado, Crô e Baltazar (papel do ator Alexandre Nero) – o motorista desafeto – não acabaram juntos. Outra “frustração” foi não ter sido revelado quem era o amante ou amantes do Crô. A única dica era a tatuagem de escorpião no pé. Mas como a novela exibiu, vários personagens tinham essa tatuagem. Assim, ficou em aberto. Fazendo referência à própria obra de Aguinaldo Silva, o personagem Crô declarou:

Apesar dos pesares, o final de Crô foi feliz e levemente militante. Ele ficou com 50% da fortuna da vilã Tereza Cristina (Christiane Torloni), assim, acabou sendo o chefe de Baltazar (que continuou sendo seu motorista) e montou a ONG Centro de Amparo ao Homossexual Pintoso. Ele mesmo explicou o motivo: "Os homossexuais pintosos precisam de ajuda, porque são os mais discriminados. Até pelas bibas que não dão pinta e se acham melhores que as outras”.

Clique aqui para ver as cenas finais de Crô.

EM TEMPO: Mas Crô não foi o único final homossexual, digamo assim. De forma muito sutil, a novela também teve um final lésbico. Isso mesmo! As golpistas Alice (Thaís Campos) e Íris (Eva Wilma) compraram um caminhão e saíram pelo mundo como caminhoneiras. Além disso (a expressão “caminhoneiras”) ser uma referência às lésbicas, a personagem Íris declarou em uma das cenas da última semana que não era uma pessoa carinhosa, nem mesmo com quem ela escolheu para ser sua companheira, Alice.

Clique aqui para ver a cena final das duas.