terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Momento Muza 2011! Os 10 momentos menos gays e inspiradores!

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People! Dando continuidade ao Momento Muza 2011! Depois de conhecermos as “10 músicas + gays e inspiradoras de 2011chegou á hora de destacar “Os 10 momentos menos gays e inspiradores” do último ano! Sim! Depois do Grammy, do Oscar é a vez de O Momento Muza! ;)



Concorda? Discorda? No final, tem uma enquente para você poder se expressar em cima da relação feita pelo Muza!

10 :: morte da cantora Amy Winehouse

Ela não é a Cher, nem a Lady Gaga e muito menos a Madonna, mas não há como passar despercebido e/ou ignorar a morte de uma das cantoras mais talentosas (e problemáticas) que já existiu. Com seu vozeirão, sua emoção, seu visual e sua loucura Amy, antes mesmo de sua morte, já era ícone pop imitado e interpretado por muitos travestis por a, além claro, de agradar muito o público gay e não-gay. Em uma as festas do Muza em 2010, houve até uma performance da drag Penélope Fontana de Amy Winehouse, cantando o seu maior sucesso: “Rehab”. Mas em 23 de julho de 2011 Amy nos deixou...

09 :: Globo e SBT “baixam a bola” de personagens gays

Apesar do avanço em 2011 na abordagem da temática LGBT nas novelas – tanto da Globo quanto do SBT – infelizmente, esse “avanço” e/ou “abordagem” incomodou “alguém” e com isso, as próprias emissoras, “baixaram a bola” dos persongens gays nas novelas “Insensato Coração”, da Rede Globo, e “Amor e Revolução”, do SBT. Segundo matérias divulgadas na época, cenas já gravadas foram descartadas e ao mesmo tempo foi orientado haver diminuição das cenas. No SBT, chegaram a cancelar um beijo gay na novela, mesmo depois da exibição de um beijo lésbico na mesma novela. Uma nota da Rede Globo declarou: “Nossas tramas registram a afetividade e o preconceito, mas não cabe exaltação”.

08 :: Deputada e atriz Myrian Rios relaciona homossexualidade com pedofilia

Tem pessoas que ganhariam muito mais ficando caladas. Mas elas insistem em querer abrir a boca... é o caso da atriz Myrian Rios, então deputada estadual (?!), e “missionária católica”, como se descreve em seu site. Em um discurso na Assembleia Legislativa do Rio ela disse ser contra a PEC 23/2007, que muda a constituição do estado do Rio incluindo a orientação sexual como direito fundamental. Em seu discurso, disse uma asneiras atrás da outra, mas sobretudo, reforçando o seu preconceito e, infelizmente, uma parcela da sociedade que pode pensar como ela. Em sua fala, destaca-se, o direito que ela disse ter, de não querer contratar um funcionário homossexual porque isso poderia influenciar seus filhos e, ainda, tal influencia resultar em pedofilia. Lembrei do “Cala a boca Magda”, mas a Magda era engraçada... já a Myrian...

07 :: Livro que afirma que Lampião era gay teve lançamento cancelado

Entendo que a família de Lampião, vulgo Virgulino Ferreira, não tenha gostado de saber que um livro – após pesquisa – tenha constatado que o “Rei do Cançago” era gay. Afinal, pode ir contra a imagem de “Homem do Sertão” e “Cabra Macho”, mas chegar a ir à justiça para pedir o cancelamento do livro, é demais. Não seria mais simples ignorar e/ou ainda se manifestar publicamente sobre o assunto? Isso para mim, só mostra o retrocesso social-legal que vivemos em relação aos LGBT ou a simples menção aos L, G, B e T. Afinal, a família pode ter tido o direito de querer cancelar o livro, mas daí, a justiça concordar... Mas fato é que o livro “Lampião – O Mata Sete”, de Pedro Morais não foi publicado.

06 :: Projeto para criação do “Dia do Orgulho Hétero”

Parece inacreditável, mas não aconteceu. Parece piada, mas esqueceram de rir. Mas fato é, que a Câmara Municipal de São Paulo, em agosto de 2011, aprovou um projeto de lei, que institui no município, o Dia do Orgulho Heterossexual. Tal criação ou ócio político foi de autoria do vereador Carlos Apolinário (DEM), ligado a bancada evangélica. Sua justificativa?Uma forma de se manifestar contra “excessos e privilégios” destinado à comunidade LGBT. Precisa comentar? Ignorância + preconceito define! Felizmente, esse absurdo precisava da aprovação do prefeito de SP, Gilberto Kassab, que, por fim, vetou tal projeto. E esse ano tem eleições... vale a pena ver um vídeo da dupla de Dani Calabresa e Bento Ribeiro, do Furo MTV, sobre o assunto.

05 :: Discussão política e adiamento da PLC 122 (criminalização da homofobia)

O Projeto para criminalizar a homofobia no Brasil, o famoso PLC 122, quase deu um passo a frente em dezembro de 2011. Mas, por divergências políticas entre políticos aliados à causa LGBT, a votação do Projeto na Comissão de Direitos Humanos do Senado não aconteceu. O motivo foram as alterações no novo texto do Projeto que seria votado, que estava de acordo para alguns, como a senadora Marta Suplicy, mas equivocado para outros, com o deputado Jean Wyllys. No fim, foi deciddo que um novo texto será feito, para aí sim, uma votação do Projeto. Nada contra protestarem ou até mesmo um novo projeto ser feito. Mas está nesta relação do Muza para mostrar a fragilidade políticas que aliados LGBT se colocaram e com isso, o aparente descrédito e confusão política entre si. Já que, o texto que seria apresentado, não teria sido visto por uma parte. Fiquem atentos! Afinal, todos lutamos pelo mesmo objetivo, certo? ;)

04 :: Jogador de vôlei é ofendido por torcida em Minas Gerais

Mais um exemplo de preconceito e discriminação social. Mas desta vez, de forma coletiva. O que é vergonhoso. Além do que, eu como mineiro, sinto-me particularmente envergonhado do que aconteceu. Em um jogo de vôlei, realizado em Contagem, cidade próxima de BH, em abril de 2011, o jogador Michael, do clube Vôlei Futuro, foi insultado pela torcida oposta – do time Cruzeiro - com xingamentos como “bicha”. "O ginásio estava superlotado e todos me chamando de “bicha”, “gay” e outras ofensas. Me sinto ofendido e constrangido pelo ocorrido; não eram só alguns torcedores de torcida de futebol, eram crianças, mulheres, o ginásio inteiro gritando e me ofendendo”, relatou o jogador na época. O Governo de Minas pediu desculpas e o time de Michael encaminhou ao tribunal e à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) um relatório com reclamações sobre o confronto.

03 :: Pai e Filho são confundidos com casal gay e são agredidos

Até que ponto pode chegar a disseminação do preconceito? Quais as conseqüências e seqüelas que pode ter uma discriminação? São esses e outros questionamentos profundos que me faço ao lembrar da história que aconteceu em julho do ano passado, em São João da Boa Vista, interior de São Paulo. O que aconteceu? Um pai e um filho estavam abraçados vendo um show na cidade quando foram agredidos por um grupo de rapazes que acharam que os dois eram homossexuais, mesmo explicando que não. Resultado? O pai simplesmente perdeu uma orelha durante a agressão que sofreu. Nada aconteceu, apenas suspeitos foram presos.

02 :: Cancelamento do Kit Anti-homofobia pela presidenta Dilma

Uma das principais formas de combater o preconceito, sem dúvida, é a educação. Assim, levar a pauta da diversidade sexual e a homofobia paras as salas de aula é algo primordial e fundamental no caminho eficaz para uma sociedade que respeita os direitos humanos. Assim, o material didático/pedagógico – intitulado Kit Gay ou Kit Anti-Homofobia (trabalho realizado pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), através do projeto Escola Sem Homofobia,e em conjunto com entidades LGBT do país) não chegou a ser distribuídos na escoal porque a presidenta Dilma vetou o projeto. “O governo defende a educação e também a luta contra práticas homofóbicas. No entanto, não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais”, declarou a presidenta, em sua justificativa. Entretanto, especula-se que tal decisão de Dilma se deu em razão a pressão da bancada evangélica e de grupos católicos do Congresso, além de ameaças dos parlamentares desses grupos de apoiar investigações contra seus ministros. Lamentável!

01 :: Deputado Jair Bolsonaro

Infelizmente, de certa forma, tudo que esteve antes nesse “top 10” encontra-se, de certa forma, na figura do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ). Ele é o símbolo atual do preconceito, do retrocesso político e social e principal personalidade pública e política contra os avanços e/ou buca por avanços sociais e legais/jurídicos da comunidade LGBT. Em 2011, ele constantemente foi notícia por atitudes e falas neste sentido. Foi a programa de TV dizer que seus filhos não seriam gays porque ele soube dar uma boa educação e disse que não iria à uma Parada Gay porque não promove os maus costumes. Também causou tumulto no Congresso ao dizer/distorcer que sofria heterofobia e ao criar e divulgar uma cartilha/panfleto “anti-gay” – que criticava ações pró-LGBT no Congresso, como o kit antihomofobia - que também foi distribuída no Rio de Janeiro. Por fim, ele ainda apareceu na mídia, em tom agressivo, sugerindo que a presidenta Dilma Roussef fosse homossexual. Por essas e outras que Bolsonaro é, sem dúvida, o momento menos gay e menos inspirador – no sentido mais amplo – que aconteceu em 2011.