quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Entrevista com autor de dois livros sobre homossexualidade e espiritismo

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People! O Tempo On Line, parceiro do Muza, divulgou uma entrevista exclusiva feita com Andrei Moreira, médico com especialização em homeopatia e presidente da Associação Médico-Espírita de Minas Gerais. O assunto é justamente a relação da doutrina espírita e a homossexualidade, a partir de dois livros lançados por Moreira: “"A Homossexualidade sob a Ótica do Espírito Imortal" e "O Mundo dos Bonecos de Papel", que estimulam a cultura inclusiva e amorosa. Os livros são frutos de 15 anos de pesquisa e coleta de material científico e doutrinário.

Abaixo, você pode ler na íntegra duas perguntas feitas a Andrei Moreira. Clique aqui para ver a entrevista completa feita por Ana Elizabeth Diniz.

São dois livros, um para o público adulto e o outro para as crianças. Como foi o processo de criação? Em "Homossexualidade sob a Ótica do Espírito Imortal", apresento um entendimento da sexualidade como patrimônio da alma, que se expressa na diversidade ao longo do fenômeno reencarnatório, de acordo com as necessidades do espírito e seu momento evolutivo. Proponho uma visão da homossexualidade e da diversidade sexual à luz da reencarnação e da imortalidade da alma para a compreensão do papel e do significado dessa orientação sexual na vida dos homossexuais, de suas famílias e comunidades, numa perspectiva evolucionista. Aliam-se na obra conhecimentos científicos e reflexões à luz dos ensinamentos da doutrina espírita, incentivando o desenvolvimento de uma cultura inclusiva e amorosa, de alteridade e promoção humana. "O Mundo dos Bonecos de Papel", destinado a crianças e adolescentes, é uma contribuição para pais, educadores e evangelizadores que se propõem a trabalhar com as diferenças que se apresentam nas questões sexuais e afetivas, particularmente a homossexualidade.

A condição sexual teria a ver com a trajetória de uma vida pregressa do espírito? Em geral, sim. O espírito Emmanuel esclarece, em "Vida e Sexo" (psicografia de Chico Xavier), que o espírito é portador da bissexualidade psíquica, em função de ser assexuado em sua natureza e vivenciar as duas polaridades (masculino e feminino) de forma alternada, ao longo das múltiplas vivências encarnatórias. A atração sexual e afetiva da experiência presente é resultado da interação de fatores biológicos e psicológicos do passado espiritual e do presente, que varia enormemente de indivíduo para indivíduo, tanto na encarnação quanto em suas fases. Dessa forma, encontraremos pessoas predominantemente homossexuais, que são convidadas à autoaceitação e à dignificação pessoal pela vivência do autoamor e da parceria afetiva legítima, e também pessoas vivenciando experiências homossexuais, sem que essa seja a identidade predominante, caracterizando uma série de vivências que necessitam de individualização para serem compreendidas à luz da reencarnação.