terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

ColunaZs – “Rainha por direito”

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Antes de você ler este texto, quero dizer algumas coisas:

EU IDOLATRO A MADONNA!

Alguém tem foto das marcas de salto na cara das wannabes? Material Girl sambou maravilhosamente.

Tendo isso dito, posso partir para meu texto. Vamos discutir a nova música, o clipe e a apresentação no Super Bowl. Logicamente também discutiremos sua majestade, Madonna.

Voltando a cena musical, Madonna nos trousse Give Me All Your Luvin’ como primeiro single de MDNA, música que já teve sua demo vazada ano passado. De diferente a demo carregava o nome de Give Me All Your Love e a ausência de M.I.A e Minaj.

Confesso que prefiro a demo, apenas com Madonna. Como produto é mais inteligente usar M.I.A e Minaj, que acrescentam diversão e seus nomes a música. Os pequenos trechos que ambas cantam é praticamente irrelevante, mas ajudam a vender. Ponto pro marketing, já que lembramos apenas de Madge ao fim da música.

Não, GMAYL não é nenhum ápice de criatividade, inovação, ou nenhum ponto alto musical da carreira da Rainha. Mas ela precisa entregar obra prima atrás de obra prima? Com uma carreira mais velha que muitas wannabes, Madonna já provou ser a eterna dona do trono. Ela tem que fazer músicas boas, e isso ela fez. A música está longe de ser fantástica, mas é boa. Vale lembrar GMAYL é produzida por Martin Solveig, enquanto boa parte do álbum é produzida por William Orbit, o mesmo de Ray of Light. Então aguardemos por MDNA

No vídeo a Rainha, consciente de seu estado atual, deixa a reinvenção – da qual já usou e abusou ao longo da carreira – e nos lembra de sua própria história. Jamais atingida pelos tiros da concorrência, mãe, dançarina, homenagem a Marilyn Monroe... O clipe é uma, bem feita, festa em homenagem a história de Madonna, as lideres de torcida estão lá pela Rainha e os jogadores morrem por ela.

A temática do clipe culmina na apresentação do SuperBowl, 12 minutos no intervalo do maior evento televisivo da Tv americana.

A apresentação foi um momento histórico. A última integrante da realeza pop sobe ao palco – melhor até hoje, na minha opinião – do halftime do superbowl. Uma apresentação apoteótica, de apenas 12 minutos, humilhando muita turnê que vimos por aí. Lembrando que Madonna tem 53 anos, e ainda sim faz mais, e melhor, que muitas que possuem metade de sua idade. Aqui não tem “Muito bom para a idade dela”, é bom e ponto “FODA! E ela tem 53 anos, fantástico”

Destaque para a presença do Cirque Du Soleil, que fez da apresentação algo ainda mais especial.

Após o sete minutos que levaram para montar o palco, a maior jogadora da indústria entra em campo. A partir daquele momento Madonna deu, acima de tudo, um show de estratégia e inteligência. Ela não só se cercou de nomes atuais e bem sucedidos, como também montou um espetáculo memorável, com uma ótima seleção de músicas. Mesmo sendo capaz de causar enorme alvoroço sozinha, a Rainha fez questão de intensificar o acontecimento.

Em um grande trono, rodeada de homens, ela entra caracterizada de uma das maiores rainhas da história, Cleópatra. Referências egípcias e romanas são usadas, não são as mesmas gregas de Kylie. Ao som de Vogue Madonna dança, exibe seu fantástico palco e usa playback.

Um segundo dedicado ao playback. Durante o Halftime show é raro se cantar ao vivo. Por mais que se saiba fazer ao vivo, é preferível que os artistas usem playback. Ano passado foram 111 milhões de espectadores. Podem pesquisar, poucos cantaram ao vivo durante o halftime. E há boatos de que ela queria cantar parte ao vivo, mas seu microfone foi desligado pela produção. Vai saber. O que importa é que isso não comprometeu o show em nada.

Voltando a performance. Em Music, Madonna recebe a dupla LMFAO e dança “Party Rock Anthen” e “Sexy and I Know it”, ostentando coreografia pra deixar wannabes babando.

Em seguida se ouve o soletrado “Y-O-U” seguido da pergunta “You wanna?”, lógico que queremos. Logo surgem Minaj e M.I.A para GMAYL, várias lideres de torcida invadem o palco e os pom pons tomam conta do ambiente, Madonna anuncia a chegada oficial de um novo material. Mais um ano da Rainha. Até o polêmico dedo do meio de M.I.A – que não foi censurado, mesmo com o delay de transmissão da tv americana – se tornou coadjuvante. A presença de Madonna tomou conta do palco.

Hora da agulhada! No palco surgem bandas de escola – de verdade – e Madonna canta com Cee lo Green trechos de Open you heart e Express yourself, pegou a agulhada? Não? A Tia explica... Born This Way de Gaga lembra Express Yourself de Madge. Ela já deixou claro que notou a semelhança, e perguntas sobre Gaga não param. Então Madonna canta “Abra seu coração, eu te farei me amar. Não é tão difícil, basta girar a chave” e em seguida Cee lo canta “Se expresse (Express yourself), para que você possa se respeitar”. Pra bom entendedor, isso é muita coisa.

Então começa Like a Prayer, um grande coral se junta a Madonna, o palco se ilumina e no fim da performance a diva desaparece em seu maravilhoso palco. Aparecem as palavras “World Peace”.

Sete minutos para desmontar o palco.

O mundo se chocou ao assistir Madonna, alguns criticas foram feitas, elogios foram despejados.

Como sempre, o pocket show é uma prévia do que será a turnê. Ao que tudo indica, Madonna busca se superar mais uma vez. Um show fantástico e diferente. Vou com certeza!

Expectativa

A questão é que, ao se tratar de Madonna, se gera muita expectativa. Expectativa é passaporte para decepção, nada jamais acontecerá da maneira que você imagina. Não tenho expectativas para o que a Rainha fará em seguida, fico ansioso para saber o que ela fará, o que Madonna nos mostrará? Assim, acredito eu, fico com a mente livre para receber sua obra e ter uma visão não corrompida do que vejo.

Nãos crie expectativas, espere. Espere com amor o que ela irá te entregar. Mesmo seus ‘piores’ álbuns são bons, seus ‘piores’ shows são memoráveis. E não há sinais de que MDNA e a turnê entrarão para a lista de ‘piores’ de Madonna.


*Becha Má é twittera toda trabalhada no veneno purpurinado. The Bitch says: follow my ass!