terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ColunaZs – “Ativismo nas redes sociais, funciona?”

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Tive a ideia de escrever este texto após ver duas compartilhações que me chamaram a atenção:

Espancado

Homofobia no bar

No Facebook não compartilhadas são apenas fotos inúteis, piadas de quinta e promoções falsas. No Twitter não são apenas informações inúteis, indiretas e piadas batidas. Muita informação
circula nas redes sociais e muitas discussões são levantadas. E então muitas pessoas perguntam, o que um “compartilhar” vai fazer de verdade? Não vai curar quem foi agredido, não vai tirar a criança da miséria. Mas essa não é a intenção, ao menos não diretamente.

Compartilhar, twittar, comentar, curtir, nada disso muda a realidade dos fatos, ao menos não diretamente. A ideia não é salvar vidas com apenas alguns cliques, a ideia é espalhar informação de forma rápida, alertar mais pessoas sobre o que está acontecendo. Por fim as redes sociais exercem uma função semelhante a da mídia com qual já nos acostumamos, faz o mesmo que revistas, jornais, telejornais, sites de notícias e a lista continua. Nenhum desses muda a vida de um agredido ao colocar sua foto em uma matéria e descrever o ocorrido, mas alerta mais pessoas
sobre o fato, para que assim possamos fazer algo. A distribuição da informação é essencial para a ampla conscientização.

Assim como na mídia tradicional, existem notícias ruins e desinteressantes na internet, conteúdo ruim existe em todo lugar. Mas na internet ele é regulado por nós. Você controla quem vai seguir no twitter e pode bloquear atualizações de certas pessoas no facebook. A qualidade do conteúdo que você vê na internet é responsabilidade sua.

Acredito que o repúdio ao ativismo nas redes sociais seja puro preconceito. Óbvio que muita coisa inútil aparece, até mais que notícias relevantes. Mas também não existem mais revistas
de fofoca do que revistas “sérias”? Você lê qual quiser. Mas para escrever e espalhar notícias tem que ser profissional, tem que ser jornalista, a função do “povo” é ficar puta revoltz e resolver tudo na rua. Calma lá, existem outras formas de protestos, outras atitudes. E mais fortes são 2, 3, 20 milhões de pessoas na internet do que meia dúzia na rua. Nós temos uma ferramenta,
subestimada, de enorme potencial em nossas mãos.

A discussão na internet pode incluir o máximo de pessoas possível, e é cada vez mais fácil espalhar essa informação. Óbvio que muitas pessoas se deparam com tais e apenas “curtem”, só
falam, mas isso também acontece quando se assiste ao jornal nacional. Os tempos mudaram, hora de mudar nossas cabeças também. As mudanças não são feitas da mesma maneira que eram no tempo de seus pais. O leque de opções foi ampliado.

E no fim das contas os meus tweets e o MuZa inteiro são exemplos de ativismo social e ativismo virtual. É informação que tentamos espalhar, conscientização que tentamos criar. Pois não
pode existir ação se você não souber o motivo pelo qual luta. Então esqueça o preconceito e aperte o botão de compartilhar hoje, espalhe a informação. Isso pode, sim, ajudar a mudar muita coisa.

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Becha Má é twittera toda trabalhada no veneno purpurinado. The Bitch says: follow my ass!