quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

ExcluZivo – Saiba mais sobre os 10 anos da Josefine celebrados em 2011

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People! Em 2011, um espaço de 800 m2 na Savassi que é referência na noite GLS de Belo Horizonte completou 10 anos de existência. Sim! Estou falando da Josefine! para os íntimos. Para saber um pouco mais da história por trás de uma das principais referências gays de BH, o Muza teve uma conversa excluZiva com os produtores e comunicadores da boate: Pipi Matta Machado, que está desde o início junto à Jô, e Bruno Fialho, que está há três anos trabalhando na casa.

A Josefine surgiu
da união da sociedade do empresário Roberto Jacome (conhecido como Jaja) e Marcelo Marent (infelizmente, já falecido). Juntos, eles tiveram a ideia de implantar um novo projeto direcionado ao público gay, com foco em grandes produções e atrações, buscando sempre um público mais qualificado e que seja apreciador de ambientes refinados e de prestígio. Com tanta boate GLS hoje em dia e o Pink Money em voga isso pode não soar impressionante, mas há 10 anos isso era sinônimo de ousadia, afinal, os ambientes gays de BH eram restritos a regiões de pouca atratividade comercial e acabavam por ser tornar redutos desse público. “o conceito da Josefine visava trazer à luz da zona sul – região da Savassi - todo esse público e retirar o estigma de guetos que, até então, era o que acontecia. Pouco glamour e investimento marcavam essa fase no cenário do mercado gls local”, explica Pipi.

A ousadia e conquista da Josefine em firmar-se na área mais nobre da capital mineira lhe deu status de “club” de respeito e consecutivamente, lhe agregou valor. Não somente ao público gls, mas, também, à opinião pública. Fazendo com que assim, a boate conseguisse ao longo dos anos se tornar uma referência nacional. “Isso nada mais é que um prestígio conquistado que, aos poucos, foi propiciando mais crescimento para a empresa e, concomitantemente, mais investimentos, principalmente, em atrações e nomes de destaque nacional e internacional. Isso com certeza lhe trouxe ainda mais visibilidade”, observa Bruno.

Sem dúvida, a Josefine não seria a Josefine sem as atrações que oferece ao seu público. Desde a infra-estrutura, passando por decoração, aos DJ´s e artistas que ajudaram a construir a história da Jô, como a hostess, performer e militante LGBT: Walkíria La Roche, que é também é para muitos gays de BH sinônimo de Josefine. Desta forma, Pipi e Bruno revelam que sempre estão antenados no que acontece na cena GLS nacional e internacional. “A partir disso, as idéias se adéquam ao perfil do nosso público. São feitas reuniões e as atrações e temas são discutidos levando-se em conta aspectos comerciais e artísticos. Após toda essa análise, a equipe de comunicação põe a mão na massa e finaliza textos e artes para divulgação”, revela Bruno.

Apesar da história de sucesso da Josefine, ao longo dos 10 anos da Jô outras boates e espaços GLS em BH abriram em fecharam as portas. Obviamente, diversos motivos foram responsáveis por isso, mas Pipi, com sua vasta experência na noite GLS de BH, observa: “BH ainda é pouco receptiva a investimentos desse porte. Infelizmente a cidade não comporta muita variedade nesse ramo de mercado. O público insiste em achar mais atrativas as festas do circuito RJ-SP. Isso acaba desprestigiando o que é nosso e restringindo a ampliação de opções”, analisa.

Para celebrar os 10 anos, obviamente diversas ações foram feitas. Em junho, a Josefine foi totalmente reformada e programação de 2011 levou à Jô DJ´s, artistas, performes e festas inéditas para BH – muitas delas você acompanhou pelo Muza que, inclusive, realizou promoções para muitas delas. Então... o que podemos esperar para 2012? “Temos um ano inteiro pela frente e sem dúvidas nossos objetivos são grandes. Para isso, é preciso reinventar sempre. 2012 promete grandes surpresas. Mas por enquanto não podemos divulgar! Aguardem!”, diz Pipi fazendo aquele suspense para matar nos de curiosidade, mas com ou sem suspense ela e Bruno, em nome de toda Josefine agradecem ao público que freqüenta a Jô: “Sempre que possível, agradecemos o prestígio de todos. Esse é nosso agradecimento constante! Firmar-se em BH é um prêmio e quem nos concedeu isso foi o público! Mais uma vez, agradecemos!”.

Roberto Jacome e Walkíria La Roche



Bruno Fialho e Pipi Matta Machado