sábado, 31 de dezembro de 2011

ExcluZivo – Entrevista com Dicésar/Dimmy Kier em sua passagem por BH em 2011

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People! Estamos em véspera de ano novo e também de BBB, certo? Assim, nada mais justo do que trazermos com excluZividade uma entrevista com o Dícesar/Dimmy Kieer que foi atração da Quinta Mix Celebrities de outubro, evento realizado na última quinta-feira do mês na Josefine e que sempre trouxe personalidades da cena LGBT nacional.

Logo de início, Dicésar revelou que tem um carinho especial por BH, a cidade foi uma das primeiras viagens que ele fez pelo Brasil como performer/drag queen. “Eu tenho essa memória afetiva com BH. A minha relação com BH é de carinho, é de aprendizado. Há quase 18 anos atrás, a primeira viagem que comecei a fazer de drag queen foi aqui para BH, então eu aprendi muito com a Valquíria, aprendi muito a ter postura em cena”. Aliás, quando Dicesar se refere à Walkíria La Roche, renomada personalidade e militante LGBT local/nacional, ele é só elogios: “Ela tem postura, é chique, elegante. Pensa no que fala e não virou uma estrela arrogante e pedante. É querida, atenciosa, respeita todo mundo”. Mas até mesmo pela relação com BH, Dicesar também conhece outras personalidades LGBT da cidade: “Eu acho que tem umas pessoas mais bacanas aqui, tem a Sandra Lee, a Nayla (Brizard), o Carlinhos (Brasil)”, cita alguns.

Para Dicesar, Dimmy Kieer é seu alter-ego: “é tudo que eu me envergonho na vida de fazer a Dimmy Kieer não tem”. E quem é Dicesar para Dimmy Kieer? “Eu sou empresário da Dimmy” (risos). Por falar no lado empresário, ele não tem nada do que reclamar de sua vida pós participação do Big Brother Brasil, em 2010: “Eu não paro de trabalhar um minuto. Não tem um sábado que eu durmo em casa desde que acabou o BBB”, mas ressalta que é bom ter a cabeça no lugar para não se perder na fama e sucesso: “Acho que você tem que ter o pé no chão, tem que ter postura, para você não se deslumbrar”. Mas será que ele sofreu preconceito por ser ex-BBB? Ou ele sofre mais preconceito por ser drag queen?“Nem 1 minuto. Ninguém me vê como ex-BBB, me vê como maquiador, como artista da noite. Mas algumas drags já disseram: ´ai, ela ta arrogante, não vem mais na danger (?), ela não faz show mais, ela não fala mais com a gente´. Elas não entendem que é falta de tempo na agenda.

Sobre reallity show ele acredita que deve mesmo ter a presença do gay, da lésbica, da drag queen. “Acredito que tem que ter. E todo tipo de gay, o gay não é só o estereotipado cabeleireiro, maquiador, estilista, tem gay juiz, tem gay advogado, tem gay médico, tem gay dentista, tem que ter todo tipo de gay. Não pode ser só a bichinha afetada”. Dicesar ainda reconhece que sua participação no programa contribuiu para a diminuição do preconceito contra os LGBT: “Acredito sim, porque os gays que falam para mim que o pai e a mãe aceitaram ele de tanto eu falar que amava a minha mãe. Foram buscar o filho na praça, no bairro, na casa dos amigos, morando dentro de uma quitinete com quinze bibas dentro de uma quiti. E às vezes o pai não aceitava”, contou.

Por fim Dicesar revelou suas inspirações (“a noite, o glamour, a música, a revista, o videoclipe, a televisão. As minhas sobrinhas, a minha mãe, me dão força para continuar e trabalhar”) e deu dicas para quem está começando como Drag: “Quem está começando agora, deve ter o cuidado de não ter uma meia furada, o salto quebrado. Eu já fiz show dois anos com o mesmo sapato, mas nunca ele esteve quebrado, nunca sujo. Quero enviar às gays que estão começando, as drags, que tenham bom gosto porque o nosso público gay é o mais exigente. Se você agradou a ele, você está pronto para fazer show em qualquer lugar do planeta.Se você fez sucesso no mundo gay, você está pronto para qualquer palco”.



Crédito fotos: Felipe Messias.