terça-feira, 15 de novembro de 2011

ColunaZs – “Ser gay não é para ‘bixinhas’”

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Ok, tive a ideia para o post por causa de um vídeo do Davey Wavey, que você pode ver abaixo chamado "Being Gay is NOT for Sissies"! O título é quase que uma ‘homenagem’ também. Se vocês assistiu o vídeo – e prestou atenção as falas dele – perceberá alguns pontos em comum. Mas deixemos isso de lado, vamos discutir um pouco mais sobre o assunto que ele levantou.

A própria palavra ‘gay’ e todos os ‘apelidos carinhosos’, ao menos eu os uso de forma carinhosa, são associadas à fraqueza, frescura, covardia, fragilidade e etc. Palavras que nos descrevem, só que ao contrário. A simples imposição das características citadas já gera uma barreira para nós, como se não bastasse isso ainda temos que nos descobrir – pois todos são héteros até que se descubra/diga o contrário – aceitar, contar para família e amigos e lidar com as possíveis consequências, enfrentar a homofobia, sair de casa sabendo que podemos de agredidos gratuitamente, e a lista continua. Mesmo assim conseguimos sair de casa sorrindo, viver nossas vidas e enfrentar esse mundo preconceituoso. Por mais que nos doa às vezes, juntamos mais forças e continuamos.

Quantos homossexuais enfrentam a rejeição dentro da própria casa, pelos próprios pais? Quantos perdem ‘amigos’, quantos sofrem bullying na escola?

Eu tive minha parcela de bullying. Assim como todos, ainda sofro com a homofobia. Considero o que passei pouco quando comparado ao que muitos outros passam, mas passei por muito mais que a maioria dos ‘machos’ deste mundo, muito mais.

Uma simples comparação, coisas que ouvimos com certa frequência: Um heterossexual nasce gostando das ‘pessoas certas’, um homossexual não. Um heterossexual é amado por Deus, o homossexual vai para o inferno. Um heterossexual é normal, um homossexual é uma aberração.

A heterossexualidade não traz nenhum ‘fardo’, se assim posso dizer, a homossexualidade traz uma guerra completa, guerra essa que temos de lutar, não nos foi dada opção. Temos de lutar por termos nascido como somos, por sermos quem somos. Não estou dizendo que héteros sejam fracos, existem alguns muitos fortes, mas nenhum deles é assim graças a sua sexualidade. Nós damos a cara a tapa.

Ser gay não é coisa dessas ‘bixinhas’ as quais as pessoas se referem de forma pejorativa. Talvez ser hétero seja coisa de ‘bixinha’, afinal ser hétero é fácil.






* Becha Má é twittera toda trabalhada no veneno purpurinado. The Bitch says: follow my ass!