segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Show da Rihanna em BH: poder pop!

Loading




Bee! Ontem, domingão, Belo Horizonte recebeu a ilustre visita de uma das – indiscutivelmente - muzas pop da atualidade – gostem ou não: Rihanna! RiRi passou por BH, depois do show de São Paulo, e antes do show de Brasília e de sua aguardada (?) performance no Rock In Rio.

Resumindo, o show de Rihanna foi bom. (Aliás, quem abriu o show foi o pessoal da festa Caramelo Sundae, eleita pelo Muza um dos 10 momentos + gays e inspiradores de BH em 2010!). Mas o show da Ri Ri poderia ter sido muuuuuuuito bom se a acústica do Mineirinho, o ginásio palco para a performance serelepe da cantora de Barbados, tivesse ajudado. A acústica estava péssima e desfavoreceu, em muito, o show. Em alguns momentos, você ouvia só os instrumentos mais graves e em outros, só a voz da cantora. Pode ser até uma falta de respeito, considerando o valor do ingresso para ver a artista internacional, que chegavam até a 500 reais. Lamentável! A Prefeitura deveria fazer algo a respeito, ou mesmo, aproveitar a Copa – afinal, tudo que acontece na cidade tem a Copa do Mundo de 2014 como justificativa – e fazer um lugar digno para Belo Horizonte receber os artistas – internacionais e nacionais. E olha que dessa vez, o público foi significativo. Não estava lotado, mas estava longe de estar vazio. Ou seja, um bom público compareceu para prestigiar Ri Ri, que só apareceu no palco, uma hora depois do horário marcado. Outra falta de respeito!

Pelo visto, a artista gostou do tempero dos mineirinhos. Em seu twitter, ela escreveu que foi um dos melhores shows que já fez. Sem querer causar intriga, mas ela não disse isso sobre o show de Sampa. Mas ela tem razão em elogiar. O público vibrava e cantava junto a cada hit. E olha que Rihanna tem vários hits. Vários mesmo! Ela abriu o show com uma sequencia arrebatadora: “Only Girl”, “Disturbia” e “Shut Up And Drive”. E depois da mais calma, “Man Down”, levou o público ao delírio com “S&M”. Isso mesmo! Praticamente um hit atrás do outro e nem 30 minutos de show! Sem dúvida, esse feito é para poucos.

Mas Rihanna parece esquecer o poder que ela tem. Não sei se ela faz a linha sou diva e tô nem aí, ou se é falta de dinheiro, falta de empenho, de assessoria... mas o show dela – cenicamente – é bem simples. Para se ter ideia, ela não troca de roupa – o que é quase inadimissível em se tratando de diva pop –, seu cenário é bem simples – tem alguns telões, mas nada demais. O tanque cor de rosa em “Hard” é quase um vergonha alheia de tão simples – e parece – com todo respeito – não haver uma direção. Além disso, há vários cortes secos, onde o palco fica praticamente apagado, entre uma música e outra. Ok, posso estar sendo cruel já que tenho Beyoncé e Madonna como as últimas referências, mas falo isso justamente para valorizar ainda mais uma artista que tem tantos sucessos e é talentosa. Por exemplo, para quem não sabe, Rihanna foi a artista feminina com mais números 1 na respeitada parada Billboard dos Estados Unidos na última década. Algo que, diga-se de passagem, nem Beyoncé ou Madonna conseguiram, ou qualquer outra do gênero.

Mas como disse, foi um bom show. Rihanna manda muito bem ao vivo. Ela é sexy, provocativa – sem ser vulgar – e tem um vozeirão! Ou seja, tem uma ótima presença de palco. Ela faz poses e passos de dança que lembram Madonna nos melhores momentos: simples e poderosa ao mesmo tempo. Além disso, Rihanna parece realmente se divertir com o show e suas músicas, o que com certeza consegue estender essa energia – mais do que positiva – à platéia. No melhor estilo “Girls, Just wanna have fun”!

Outros destaques do show foi ela tocar bateria em "Glamurou Life", a sequencia de baladas “Unfaithfull”, “I hate that i Love you” e “California King Bad” , a sequencia cheia de ritmo de “What´s My Name” e “Rude Boy” e o bis-gran-finale “Love The Way You Lie” e “Umbrella”.

Abaixo, você pode ver o vídeo da performance de Umbrella! Filmado pelo jornalista -e colaborador do Muza – responsável também pelas fotos: Vinícius Rocha.