sábado, 20 de agosto de 2011

O final do casal gay em “Insensato coração” e a temática gay abordada na novela

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People! Como sabem, ontem foi ao ar o último capítulo da novela “Insensato Coração” e mais do que a pergunta que angustiava todo o Brasil (NOT!) sobre quem matou a Norma, eu e mais alguns estavávamos ansiosos para saber sobre o final do casal gay Eduardo (Rodrigo Andrade) e Hugo (Marcos Damigo). Afinal, ainda rondavam o boato – mesmo que mínimo - de que os dois podiam morrer...

No fim, o casal gay fez uma cerimônia na casa deles na qual realizou e festejou a união estável do casal. Estiveram presentes alguns amigos, a mãe de Eduardo, Sueli (Louise Cardoso), e o pai dele, recém-revelado, o jornalista e – considerados por muitos homofócio – Kléber (Cassio Gabus Mendes). Além disso, foi revelada a punição de Vinicius (Thiago Martins) por ter matado Gilvan (Miguel Roncato), por homofobia: 12 anos de cadeia.

Senti falta de um texto mais militante, digamos assim. Na cena do “casamento”, algo comentando que só agora é possível a união estável. Já quando revelou a sentença de Vinícius ter dito, algo como, se a homofobia fosse criminalizada a pena dela seria aumentada... Ok, posso parecer um cri cri, mas senti falta. Mas nada que comprometesse o bom fechamento dado a temática gay da novela.

Mas o mais importante mesmo foi saber que a novela InsensatoCoração foi sem dúvida, até o momento, a melhor novela que abordou a questão gay. Não aconteceu o tão aguardado beijo gay em uma novela, o que é importante sim que aconteça mas não é tudo. Por isso, vale destacar a quantidade de personagens gays e cada um, de um jeito diferente: do afetado Xicão (Wendell Bendelack), que trabalha no quiosque da Sueli, ao discreto advogado Nelson (Edson Fieschi), passando pelo meio-termo Roni (Leonardo Miggiorin). Além da lésbica barra-pesada-da-prisão Araci (Cristiana Oliveira). Contou? Foram 7 personagens! Um recorde. E não um recorde gratuita, mas interessante cada um deles. Serviu para desmistificar o estereótipo do homossexual.

Além disso, a homofobia e o preconceito também foram abordados de maneiras diversas e interessantes na trama. Teve cena na qual os gays foram expulsos de um bar, o conflito da mãe em aceitar o filho gay, a “transformação” do preconceito forte e quase homofóbico de uma pessoa de forma gratuita (jornalista Kléber) e ainda houve diversas cenas de agressões aos gays em razão da homofobia.

No fim, todos ganharam: os homossexuais, os héteros e a sociedade brasileira como um todo. Desta forma, parabéns e obrigado à Rede Globo e aos autores Gilberto Braga e Ricardo Linhares.

EM TEMPO: a cena da cerimônia da união estável de Eduardo e Hugo ainda será reprisada hoje. Mas se você não quiser esperar, pode vê-la no site oficial da novela que escreveu que “O final ficou marcado pela superação do preconceito e pela punição contra um crime bárbaro”.