quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Funcionários da área de segurança pública do Brasil criam grupo de combate à homofobia

Loading


People! Funcionários que atuam na área de segurança pública do Brasil, como policiais, bombeiros, delegados, agentes penitenciários e vigilantes criaram a Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBT (Renosp-LGBT) para combater a homofobia e preconceito no meio em que atuam.

Atualmente, a Rede conta com 50 integrantes. Segundo o Ministério da Justiça a Renosp-LGBT foi criada em 2010 no I Seminário Nacional de Segurança Pública para LGBT: Pela Defesa da Dignidade Humana, promovido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça.

Em matéria do G1, fonte dessa notícia, há vários relatos de profissionais da área que afirmam sofrer preconceito no ambiente de trabalho. “Há uma homofobia institucional velada ou latente, que pode se manifestar de várias formas... sempre tem gente achando que vamos nos aproveitar da situação, por ser homossexual, na hora da revista de algum detento. Eles acham que tem que ser macho para colocar autoridade. Mas nossa presidente é uma mulher e sabe liderar. Há muita homofobia no meio policial”, relata o agente penitenciário Breno Agnes Queiroz, de 26 anos.


Na mesma matéria a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo, a assessoria de imprensa da Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Militar de São Paulo, a assessoria de imprensa da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul afirmaram não serem instituições que discriminam seus funcionários por suas orientações sexuais e respeitam os direitos humanos. Em 2010, o Ministério criou a Cartilha de Atuação Policial na Proteção dos Direitos Humanos de Pessoas em Situação de Vulnerabilidade. Também em 2010 foram capacitados cerca de 170 mil policiais em vários temas dos direitos humanos, entre eles os direitos LGBT.


Fonte: G1
Crédito foto: Arquivo pessoal