sexta-feira, 22 de julho de 2011

Reencontro de irmãos, um gay e um hétero, no programa “A Grande Família” mostrou o preconceito aos homossexuais

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Bee! Se ontem de noite você não viu TV, então não viu o episódio do programa “A Grande Família”, exibido pela Rede Globo. Nele, o personagem Paulão, papel de Evandro Mesquita, teve um reencontro com seu irmão gêmeo, Fabinho. Eles não se viam há anos por Paulão não aceitar a homossexualidade do irmão. Mas Fabinho vai ao encontro dele para convidá-lo para seu casamento com seu companheiro.

A história do episódio girou em torno da relação entre os irmãos e a polêmica de realizar um casamento gay no clube do bairro. Sim! Aquela típica relação do micro representando o macro, de um bairro representar um país, e por aí vai.

Na história, o casal gay é discriminado no taxi, sofre preconceito dos moradores, que se unem e acabam boicotando o casamento dos dois no clube do bairro e ainda foram alvos de constantes deboches de outros personagens. No final, o Fabinho chega a ser ameaçado de agressão física quando o irmão Paulo interrompe sua festa de aniversário para dizer que está feliz e de bem com o irmão gay.

Mas nem tudo foi espinho. A forma natural como a Família Silva – Lineu, Dona Nenê e Bebel – soube lidar com o casamento dos dois foi interessante de assistir. Ao ponto deles oferecerem a casa deles para realizar o casamento gay, já que os moradores do bairro boicotaram o evento/cerimônia no clube do bairro. Já a postura dos oturos personagens, em geral, foi bem preconceituosa. Ao ponto de em alguns momentos gerar constrangimento ao assistir. Constrangimento, justamente por retratar um preconceito existente e situações possíveis de existir. Com direito a falas como “Como eu posso chamar um homossexual sem ofendê-lo?” no que um outro personagem respondeu “Não tem jeito”. Mas o mais simbólico foi a cena final: o personagem Agustinho tampando o olho para não ver o beijo gay do casal. Algo como, fechando o olho para a realidade.

Opiniões a parte, a discussão na noite de ontem no Facebook e Twitter do Muza foram interessantes e renderam pontos de vistas idem que compartilho aqui:

“como gay, não vi gravidade na cena (Na que o personagem fecha os olhos ao ver o beijo gay), muito menos me senti ofendido. Meu calo não tá tão inflamado assim”.

"Quem nos dera se na vida real as pessoas simplesmente fingissem não ver o que não as agrada... Seria ainda lamentável, mas menos pior do que essa situação deplorável de violência contra aquiles que são diferentes... "

“Não gosto desse tipo de humor, até mesmo pq ele começa na TV e termina na rua. E pq gay na tv é sempre essa coisa caricata e fazendo papel de coitado. E não gostei quando o "mecânico" perguntou para o "Agostinho" qual a maneira de se referir a um homossexual sem ofender e ele respondeu "-Não existe!""


Clique aqui para ver a cena do reencontro dos irmãos.