quarta-feira, 27 de abril de 2011

ExcluZivo – Beijaço Gay contra homofobia é realizado na UFMG

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People! Em razão ao recente - e lamentável - episódio de homofobia em Belo Horizonte que teve a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) como cenário, na tarde dessa quarta-feira, 27 de abril, foi realizado um Beijaço Gay na própria UFMG. A manifestação contra o preconceito LGBT na Universidade aconteceu em um gramado em frente à reitoria no campus Pampulha e reuniu cerca de 200 pessoas, dentre elas gays, héteros, jovens, universitários de várias instituições de ensino, não universitários, casais e solteiros.

O evento foi idealizado e organizado pela psicóloga Isadora lima e por Pedro Queiroz, integrante do Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual (GUDDS). Assim como vários eventos realizados atualmente, contou com o apoio das redes sociais para sua realização, no caso, o Facebook.

Em entrevista excluZiva ao Muza, Pedro Queiroz explicou que dentre os objetivos e expectativas do evento estão a discussão da visibilidade da comunidade LGBT, servir como um impulso em ações anti-homofobia dentro da UFMG e estimular novas questões para serem pensadas: “Depois dos ataques homofóbicos e violentos na calourada de Letras, achamos que era necessário expor essa questão. Queríamos sair da zona de conforto do ´está tudo bem ser gay, enquanto não vejo nada´ e mostrar que nós também temos praticas e vivências que se dão nos espaços públicos, e definitivamente, não vamos abrir mão desse direito diante de uma aceitação ´meia-boca´”, ressaltou.


Para Daniel Arruda, coordenador Projeto Educação sem Homofobia e integrante do Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da UFMG, que estava presente na manifestação, disse também com excluZividade ao Muza que a expectativa é de que atos como esse contribuam para a conscientização da sociedade como um todo mas, de forma especial, dos próprios homossexuais: “Foi um ato político muito importante, que contou com participação expressiva dos estudantes da UFMG, mas também de professores e funcionários... esses atos mostram que não se pode mais permitir que pessoas sejam discriminadas por sua orientação sexual e, desse modo, deve ecoar e interferir nos debates legislativos em curso no Brasil, como em favor da aprovação da lei que criminaliza a homofobia”, ressaltou Daniel, observando que, a mera existência pública, ainda é algo que se apresenta como um desafio a muitos homossexuais no Brasil.

EM TEMPO: Sobre o recente caso de homofobia que aconteceu na UFMG, no momento, procede com as apurações que devem ser concluídas num prazo de 30 dias, a contar da abertura da sindicância no dia 15 abril. O prazo pode ser prorrogado por mais 30 dias.

Crédito imagens acima: TV UFMG, que já divulgou em seu sitereportagem sobre o Beijaço Gay. Clique aqui para ver.