terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Segurança pública de Minas Gerais se prepara para atender demandas LGBT com a criação do Grupo de Trabalho

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People! Infelizmente, um dos destaques de 2010 foram as agressões sofridas por homossexuais em todo o país. Felizmente, no sentido contrário dessa homofobia, em Minas Gerais os Policias Militares, Civis e Agentes Públicos estão em conjunto com organizações LGBT pensando em ações de combate à homofobia e efetivações dos direitos da comunidade. Trata-se do Grupo de Trabalho LGBT, criado em novembro, composto por operadores de segurança pública do estado de Minas Gerais.

O GT, como também é conhecido o Grupo de Trabalho, foi criado em novembro, após reunião que aconteceu no I Seminário de Segurança Pública para LGBT, nos dias 8 a 11 de novembro, na cidade do Rio de Janeiro, como resultado da I Conferência Nacional LGBT, na qual foi aprovada a proposta de criação dos GT de segurança pública. No momento, estiveram reunidos Anyky Lima(vice-presidente do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerias - CellosMG), Denise Silva (da Associação Lésbica de Minas - ALÉM) Capitão Cláudio Duani (da Polícia Militar - PM), Dr. José Francisco e Rodrigo Castilho Ribeiro (da Secretaria Estadual de Segurança Pública) e Elen Márcia de Carvalho, também da PMMG.

No dia 25 de novembro, o capitão Duani convocou os presentes neste encontro para a reunião de lançamento do GT (imagem acima - da esq. para dir.: Soraya Menezes, da ALEM, Carlos Magno, Walkíria La Roche, coordenadora do Centro de Referencia LGBTTT do estado de MG, Capitão Cláudia Duani , Denize, da ALEM, e Anyky Lima, do Cellos-MG)

O GT terá muitas ações. Uma muito importante é a ampliação e fortalecimento da temática LGBT no curso de formação dos policiais. Mas o objetivo fundamental é a articulação entre o poder público e sociedade civil para que tenham reflexões, estratégias e ações de combate à violência homofobica e efetivação da cidadania da comunidade LGBT.

Segundo Carlos Magno, Coordenador do Centro de Referência pelos Direitos Humanos e Cidadania LGBT da Prefeitura de Belo Horizonte, é fundamental consolidar a parceria entre a polícia e o movimento LGBT: “É uma tarefa estratégia no enfretamento à violência homofobica. Além disso, precisamos acabar com a homofobia institucionalizada das policias. Caso de quando a vítima de homofobia vai denunciar numa delegacia, o LGBT passa de vítima a réu. Além disso, as constantes violações dos direitos dos LGBT pelos policiais não podem acontecer. E a atuação mais eficiente na busca dos agressores, a policia tem muito a contribuir”.

Foto: Arquivo pessoal Carlos Magno