domingo, 1 de agosto de 2010

Saiba como foi a 13ª Parada do Orgulho LGBT de Belo Horizonte! Veja fotos e depoimentos exlcuZivos!

Loading

People! No domingo, 25 de julho, aconteceu a 13ª Parada do Orgulho LGBT de Belo Horizonte. E claaaaaaaro que o MUZA estava presente! Acima e abaixo, você pode ver e ler fotos e depoimentos excluZivos!

Este importante evento de visibilidade e cidadania LGBT, reuniu cerca de 50 mil pessoas – com a presença de artistas da noite GLS mineira, políticos e militantes - nas ruas da capital mineira e teve como tema “Nosso Voto quer Respeito, nossa Luta é por Direitos!”, ressaltando a importância das políticas públicas em prol dos LGBT e do voto consciente em um de eleições no Brasil.

A concentração foi na Praça da Estação, que das 11 horas até às 16h, levou ao público presente apresentações artísticas de diversas drag queens, grupos artísticos e cantores de Minas Gerais. Por volta das 16h, teve início a caminhada pelas ruas da cidade, ao som de quatro trios elétricos.

O clima era definitivamente festivo e pacífico. Das janelas dos apertamentos, cidadãos também participavam do vento. Felizmente não houve nenhum incidente de violênica ou roubo graves/significativos, mas duas vezes, no trio em que o MUZA estava, que era o mesmo da militância, houve princípio de briga nas ruas, onde a música foi interrompida e pedido a colaboração das pessoas. Além de lembrá-las que se tratava de um evento pacífico.

O trajeto seguiu da Praça da Estação, rua da Bahia, avenida Afonso Pena e o encerramento, por volta das 19h30, aconteceu no cruzamento da avenida Afonso Pena com a rua Professor Moraes.

Que venha 2011! Que venha também conquista de políticas públicas aos LGBT do Brasil!

Clique aqui para ver mais fotos da 13ª Parada do Orgulho LGBT de BH by MUZA.

Crédito fotos: Felipe Messias

“As Paradas são um momento de visibilidade da nossa comunidade. É importante também ao mostrar que somos muitos e estamos em todos os estados. Hoje temos 200 paradas em todo o Brasil. É um momento de felicidade e cidadania. Um momento de celebração, de dizer o que nós queremos. E hoje, em 2010, nós queremos o voto consciente. Queremos que nossa comunidade vote em candidatos e candidatas comprometidos com a causa dos direitos humanos, que inclua a comunidade LGBT. Queremos que seja aprovado no congresso nacional o projeto de lei que criminalizada a homofobia, a aprovação da união estável – casamento civil - e o nome social das travestis. Estou a quase 25 anos lutando e lembro, e sinto-me, quando fazíamos nossas manifestações com 10, 15 pessoas e hoje fazemos com 100 mil, 3 milhões”
Tony Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) - Na foto abaixo, à direita, ao lado de seu companheiro.


“A Parada é importante principalmente na visibilidade LGBT. Hoje é um dia de festa e que também significa mais luta. Cada dia nosso é um dia de luta, para que as coisas tenham que melhorar cada vez mais. Temos muito o que alcançar ainda. A Parada é um incentivo para que as pessoas venham se divertir, mostra sua cara e digam não a homofobia, a transfobia.... As pessoas devem entender que estamos numa festa, mas para lutar”
Anyky Lima – Vice-presidente do Centro de Luta Pela Livre Orientação Sexual (Cellos-MG) - Na foto abaixo, ao lado do integrante Tiago do Cellos MG.


“A Parada por si só é um espaço importante. Acredito que aqui tem espaço para quem vem fazer festa e também para manifestação política. A gente não pode determinar que tenha só um caráter político, até porque é preciso conscientizar as pessoas. Acredito que embora tenha festa e muito gente achar que é carnaval, mas nós que estamos mais na frente das organizações, entendendo como se dá as discussões nacionais, damos o caráter político que as Paradas necessitam. As Paradas tem que acontecer em todas as cidades brasileiras da forma que as cidades acharem que devem fazer. Temos que trabalhar cada vez mais para que tenha um caráter político, mas também festivo”, Keila Simpson - vice-presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT)


“A importância da Parada é histórica, por mostrar para a sociedade que os LGBT tem orgulho de sua orientação sexual e de sua identidade de gênero. Temos que fazer com que esse orgulho seja todos os dias. Hoje é o dia da visibilidade, mas o respeito ao direito e cidadania dessas pessoas tem que ser diariamente. Combatendo a violência, construindo políticas públicas e incluindo esses cidadãos como cidadãos de direito de fato”, Tatiana Araújo - secretária de Direitos Humanos LGBT.

“A Parada é sim um ato festivo. É um momento de festa que mobilizamos toda uma cidade em torno do nosso tema. O lado político não pode ficar de fora, mas aproveitar a visibilidade da parada – cada vez mais festiva, alegre e atraente – e trazer as pessoas para outros questionamentos. Mas não devemos abandonar esse lado alegre. A Parada é uma festa dos gays para a cidade. Toda a cidade está convidada. Toda a cidade participa, não só os gays.

O problema é que o poder público deve assumir as Paradas. Não dá para todos os anos a gente colocar a Parada em cima de uma corda bamba. Ela custa dinheiro, sai caro e se os governos não ajudarem vai ser sempre um sofrimento, como é em todas as cidades. Para os organizadores é um sofrimento grande, uma luta grande. É preciso que as paradas sejam parte dos calendários das cidades e previstas nos orçamentos. E que o poder publico, definitivamente, assuma que esse segmento da população quer, pelo menos, um dia no ano, colocar sua cara linda na rua e pedir por direito e respeito”, Oswaldo Braga - fundador do Movimento Gay de Minas (MGM) - (foto abaixo, de camisa preta)

“A Parada representa o momento de maior visibilidade da causa LGBT. É festivo, mas é extremamente político. Ao longo da semana que a antecede há seminários, palestras e articulação com outros setores da sociedade. A importância é coroar um trabalho que é realizado dairamente pelo MUZA, pelo Cellos -MG, pelo MGM, dentre outros, que estão, cotidianamente, lutando contra a homofobia e pelos direitos de todos nós. A Parada coroa isso de uma forma que resume o que nós estamos pedindo: direito a vida, direito a paz, direito a ser feliz. A Parada é felicidade e é política”, Marco Trajano - presidente do Movimento Gay de Minas (MGM) - (de camisa verde na foto abaixo)

“Na primeira Parada de BH a imprensa foi para ver se iria acontecer de fato, eram umas 50 pessoas. Agora, a cada ano que passa, percebe-se uma evolução, um crescimento. A Parada de BH continua sendo uma das mais politizadas do Brasil. Estamos na rua sim para festa, brilho e reivindicar. Argentina a gente viu que conseguiu. Agora é a vez do Brasil, e pedir também um estado Laico. Apesar de ser a 13ª Parada, ainda temos um estado que não é laico. Os fundamentalistas religiosos contribuem para a não votação de leis para os direitos humanos da comunidade LGBT”, Soraya Menezes - assessora política da Associação Lésbica de Minas Gerais (ALEM) e uma das responsáveis pela 1ª Parada do Orgulho LGBT de BH . (de óculos, na foto abaixo, ao lado de integrande da ALEM)

“Como todos sabem a Parada esta é a 13ª edição. Ela começou em 1998, contando com apenas 50 pessoas e hoje tem mais de 50 mil pessoas. Há várias críticas de que a Parada é micareta e lúdico apenas. Mas não é isso que ocorre. Claro que queríamos uma Parda mais politizada do que já é. Mas a Parada tem um significado muito grande. Um movimento social que não se faz ouvir, as pessoas, as autoridades e a sociedade em geral não vai dar atenção. A Parada é uma forma, um mecanismo, de trazer a população homossexual da invisibilidade para a visibilidade e através desses eventos fomentar dentro da sociedade uma discussão em relação dos direitos das pessoas que amam pessoas do mesmo sexo”, Paulo Cezar Souza Teixeira - presidente do Centro de Luta Pela Livre Orientação Sexual (Cellos-MG) - (foto abaixo)

“Estou muito feliz de estar aqui hoje. É um povo que eu amo de paixão. Não tenho preconceito nenhum. Nem contra eles, nem contra negros. Muito pelo contrário. Amo. Trato de igual para igual. O importante é ser feliz, é amar, não importa quem. É uma honra estar aqui com esse pessoal, é só alegria, só agitação. A energia é muito boa. Espero estar em todas! Quando eu entrei no palco me arrepiei toda, porque a energia é diferente. Porque como já tem um preconceito em volta, Hoje todos deixam para liberar geral”, Lívia - Cantora (foto abaixo)
“Eu acho que a democracia tem que incorporar o respeito e a proteção a todas as diferenças. De gênero, raça, orientação sexual. Nós que temos o mandato, temos o poder nas mãos. De apoiar o movimento de contribuir para essa cultura democrática de paz e respeito os direitos de todos e não daqueles que, pretensamente, signifcam a maioria. Venho com muito prazer. Sou autora do projeto de lei que oficializa o terceiro domingo de julho para a Parada LGBT de BH. Com o compromisso de que ela será respeitada não só hoje e para a frente. Discurso também na tribuna da Câmera em um debate ideológico e um debate fundamental para uma sociedade mais democrática”, Luzia Ferreira - vereadora

“A Parada gay de BH é um grito contra o preconceito. Sem dúvida nenhuma surge a cada momento da história do nosso país, as vozes do atraso que querem impedir que as pessoas tenham seus direitos respeitados. Usa-se o período eleitoral como aliança ao candidato que quer defender os direito dos homossexuais. Por isso, acho que a Parada é um grito de liberdade, pelos direitos humanos e por respeito a vida”, Jô Moraes - deputada federal
“Participar hoje da Parada é uma concretização e realização da minha carreira. O público que eu escolhi para trabalhar durante o resto da minha vida é o LGBT. O convite nesse ano é uma celebração de uma escolha que eu fiz um ano atrás, que foi cantar para esse público que eu amo”, Paula - Cantora (foto abaixo)

“É muito importante ir as ruas e mostrar a força do gay. Venho como voluntária e ganho dignidade e o sonho de ter um mundo melhor, com direitos iguais. É tudo o que a gente quer. É um ano sério. De eleição. Parar com essa hipocrisia de gay não votar em gay. Prestar atenção nos candidatos. Saber votar. A gente deve ficar mais unido. Falta união no meio gay, infelizmente. Mas isso vai mudar!”, Kayete - artista (foto abaixo)
“Estou desde o primeiro ano da Parada de BH. Me sinto uma pessoa privilegiada por apresentar, organizar a Parada e acima de tudo, ser militante. Por mais que se tenha obstáculos para sair uma Parada a gente tem que ter dignidade, respeito e não baixar a cabeça. Estamos todos juntos para fazer uma bela Parada 2010 e nos anos mais que vierem”, Carlinhos Brasil - artista e militante (foto abaixo)
“Hoje, a Parada é a grande manifestação cultural, social e política do estado de Minas Gerais. Não existe hoje nenhuma manifestação política que leva tanta gente às ruas. A gente faz política do nosso jeito: com alegria, colorido e amor, o que é típico da nosaa comunidade. A Parada de BH é um fenômeno da diversidade, da inclusão e da democracia”, Carlos Magno – coordenador da Parada do Orgulho LGBT de BH (foto abaixo)

“Não existe luta isolada. Independente de quem está no interior e na capital. A nossa luta é por direitos universais. A mesma luta que existe aqui, tem de norte a sul no país. Como a luta pela união civil entre pessoas do mesmo sexo, criminalização da homofobia... da mesma forma que acontece a homofobia na capital acontece no interior. Nossa causa é comum. O apoio ao evento na capital é importante, porque dá visibilidade para outros estados", Carlos Bem - fundador e presidente do Movimento Gay da Região das Vertentes(MGRV). (de camiseta vermelha abaixo)