People! Como sabem, está para estrear no Brasil uma série gay chamada “Farme 40º” ambientada no Rio de Janeiro. Na verdade, a estréia da série está em negociação com canais de assinatura. A série “Farme 40º” é criação do diretor e roteirista Caesar Moura, que ainda produz a série com ator Gerônimo Granja, que também atua na série. Abaixo, você confere uma entrevista exclusiva do MUZA BLOG, feita por mim, Valmique, com Caesar Moura (foto acima). Ele revela detalhes da série, fala sobre a importância que um trabalho como esse pode ter para a comunidade LGBT, traz uma novidade exclusiva aos leitores do MUZA BLOG e muito mais! Confira!
O que motivou vocês a fazerem a série “Farme 40º”?
A falta que sentimos como espectadores de uma dramaturgia na TV que falasse da gente e para a gente.
A falta que sentimos como espectadores de uma dramaturgia na TV que falasse da gente e para a gente.
Qual foi a inspiração para a história que será abordada na série? (Fale um pouco sobre ela)?
A inspiração surgiu em 2007 depois das ótimas críticas à peça “Borboletas” aqui no Rio. Eu fiquei muito feliz quando meu texto ficou entre os 12 finalistas do concurso nacional “Brasil em Cena” que rolou no Centro Cultural Banco do Brasil e simplesmente não acreditei que uma peça contemporânea sobre a homossexualidade, como é “Borboletas”, pudesse ser popular entre as pessoas e receber críticas tão positivas. Foi quando pensei que já estava na hora de existir ao menos a proposta para uma dramaturgia que abordasse a temática gay, só que na tv. Foi quando tive a idéia de escrever FARME.
A inspiração surgiu em 2007 depois das ótimas críticas à peça “Borboletas” aqui no Rio. Eu fiquei muito feliz quando meu texto ficou entre os 12 finalistas do concurso nacional “Brasil em Cena” que rolou no Centro Cultural Banco do Brasil e simplesmente não acreditei que uma peça contemporânea sobre a homossexualidade, como é “Borboletas”, pudesse ser popular entre as pessoas e receber críticas tão positivas. Foi quando pensei que já estava na hora de existir ao menos a proposta para uma dramaturgia que abordasse a temática gay, só que na tv. Foi quando tive a idéia de escrever FARME.
Até o momento, já foram divulgados vídeos sobre 3 personagens: o romântico, o mais velho e o aparentemente promíscuo. Houve a preocupação de não deixá-los caricatos? Acreditam que eles são representativos do cenário gay atual?
Quando nos manifestamos, seja em casa, na escola, na boate, num bate-papo na casa de um amigo, contra a homofobia e reivindicamos um tratamento igualitário, estamos dizendo para a sociedade: Aceite a diversidade. Mas muitas vezes nos esquecemos que existe diversidade dentro da Comunidade Gay e consequentemente esquecemos de aceita-la. Querer retratar o gay como a “bicha pintosa e ridícula que só serve pra fazer rir”, como muitas novelas e os programas humorísticos retrataram é tão preconceituoso quanto mostrar dois caras que “não dão pinta”, não trocam carinhos, não transam, não acordam juntos, não se beijam, como as últimas novelas tem mostrado. É trocar um “modelo” por outro, é criar um “Hitler Gay” que diga assim: “Vamos purificar a raça gay! Nós seremos aceitos, mas se exterminarmos todos os gays efeminados!”. E isso é cruel. Digo isso para explicar o meu ponto de vista. Estereótipos existem no mundo como um todo. Existem os estereótipos do hetero machista, do hetero sensível, do hetero galinha, do hetero romântico assim como existe o estereotipo do gay efeminado, do gay “discreto”, do gay galinha, do gay romântico... Tudo igual porque independente de sermos gays, somos homens, mulheres, seres humanos. Mas se somos iguais, porque o hetero machista sofre menos preconceito que o gay efeminado? Porque o gay galinha é chamado de promíscuo e o hetero galinha de “canalha gostoso”? Sendo assim, não temos pretensão de mostrar toda a diversidade e estereótipos existentes na Comunidade Gay, mas temos a sincera intenção de através de alguns “tipos”, como os apresentados nos teasers, levantar questões que nos levem a aceitação da diversidade dentro e fora da Comunidade Gay.
Quando nos manifestamos, seja em casa, na escola, na boate, num bate-papo na casa de um amigo, contra a homofobia e reivindicamos um tratamento igualitário, estamos dizendo para a sociedade: Aceite a diversidade. Mas muitas vezes nos esquecemos que existe diversidade dentro da Comunidade Gay e consequentemente esquecemos de aceita-la. Querer retratar o gay como a “bicha pintosa e ridícula que só serve pra fazer rir”, como muitas novelas e os programas humorísticos retrataram é tão preconceituoso quanto mostrar dois caras que “não dão pinta”, não trocam carinhos, não transam, não acordam juntos, não se beijam, como as últimas novelas tem mostrado. É trocar um “modelo” por outro, é criar um “Hitler Gay” que diga assim: “Vamos purificar a raça gay! Nós seremos aceitos, mas se exterminarmos todos os gays efeminados!”. E isso é cruel. Digo isso para explicar o meu ponto de vista. Estereótipos existem no mundo como um todo. Existem os estereótipos do hetero machista, do hetero sensível, do hetero galinha, do hetero romântico assim como existe o estereotipo do gay efeminado, do gay “discreto”, do gay galinha, do gay romântico... Tudo igual porque independente de sermos gays, somos homens, mulheres, seres humanos. Mas se somos iguais, porque o hetero machista sofre menos preconceito que o gay efeminado? Porque o gay galinha é chamado de promíscuo e o hetero galinha de “canalha gostoso”? Sendo assim, não temos pretensão de mostrar toda a diversidade e estereótipos existentes na Comunidade Gay, mas temos a sincera intenção de através de alguns “tipos”, como os apresentados nos teasers, levantar questões que nos levem a aceitação da diversidade dentro e fora da Comunidade Gay.
Obtive a informação de que vocês ainda estão buscando a possibilidade de divulgação da série, sobretudo com canais por assinaturas, é verdade? Há quanto tempo estão nessa busca? Tem encontrado muita resistência pela abordagem homossexual?
A informação de que estamos negociando com emissoras vazou. Ficamos preocupados durante um tempo com isso. Nenhum dos nossos seguidores e fãs, alguns que acompanham o projeto desde 2008 e muitos que nos acompanham desde fevereiro de 2009, quando estreamos o blog, sabiam da existência de um material voltado para venda. Então decidimos dividir com eles a pré-produção de um piloto voltado para “novas mídias” (internet, TV móvel), inclusive um dos atores protagonistas saiu de uma seleção aberta para os que acompanham o blog. Esse material sim, voltado para Internet, estamos com muita vontade de dividir com nosso público. Eu fico louco pra saber o que eles estão achando! (risos)
A informação de que estamos negociando com emissoras vazou. Ficamos preocupados durante um tempo com isso. Nenhum dos nossos seguidores e fãs, alguns que acompanham o projeto desde 2008 e muitos que nos acompanham desde fevereiro de 2009, quando estreamos o blog, sabiam da existência de um material voltado para venda. Então decidimos dividir com eles a pré-produção de um piloto voltado para “novas mídias” (internet, TV móvel), inclusive um dos atores protagonistas saiu de uma seleção aberta para os que acompanham o blog. Esse material sim, voltado para Internet, estamos com muita vontade de dividir com nosso público. Eu fico louco pra saber o que eles estão achando! (risos)
O nome da série faz referência à Rua Farme de Amoedo e do Posto 9 da praia de Ipanema, point gay desde a década de 60. Por que decidiram fazer essa referência?
Porque a Farme não é só um lugar, a Farme é um estado de espírito! Rs. Você pode morar em Salvador, Porto Alegre, Sampa, estar no Amapá, e ainda assim ter seu momento “Farme 40°”: aquela parte do dia onde você se olha no espelho e gosta do que vê, quando momentaneamente tudo vai bem, e se não vai, você diz para você mesmo: “penso nisso depois”. É assim que a gente se sente quando vai dando 16h da tarde na Farme e o céu ta alaranjado, a pele ta queimada de sol e cheirando a protetor solar, o som de risadas ao longe, aquele monte de gente bonita passando e a gente se sentindo uma delas...
Porque a Farme não é só um lugar, a Farme é um estado de espírito! Rs. Você pode morar em Salvador, Porto Alegre, Sampa, estar no Amapá, e ainda assim ter seu momento “Farme 40°”: aquela parte do dia onde você se olha no espelho e gosta do que vê, quando momentaneamente tudo vai bem, e se não vai, você diz para você mesmo: “penso nisso depois”. É assim que a gente se sente quando vai dando 16h da tarde na Farme e o céu ta alaranjado, a pele ta queimada de sol e cheirando a protetor solar, o som de risadas ao longe, aquele monte de gente bonita passando e a gente se sentindo uma delas...
Vocês tem a preocupação de que a série contribua para a comunidade LGBT brasileira? De que forma?
Essa é a nossa principal ambição. Se a gente ambiciona alguma coisa, é isso, contribuir de uma forma positiva com a Comunidade LGBT brasileira, trabalhando numa dramaturgia que possibilite, através das histórias, disseminar a tolerância e o respeito pela DIVERSIDADE.
Essa é a nossa principal ambição. Se a gente ambiciona alguma coisa, é isso, contribuir de uma forma positiva com a Comunidade LGBT brasileira, trabalhando numa dramaturgia que possibilite, através das histórias, disseminar a tolerância e o respeito pela DIVERSIDADE.
Até que ponto, vocês acham que a exibição de uma série gay em um canal “fechado” pode contribuir para o combate ao preconceito em relação aos LGBT? Acreditam no “poder da televisão como agente de mudança social”?
Eu acredito que a VONTADE seja o maior agente de mudança social. Se os gays e heteros não estiverem nem um pouco afim de mudança, não se abrirão para o que temos a dizer e aí não importará se estamos no quintal de casa ou na TV. Se os gays esperam ver homens pelados a cada segundo ou os heteros esperam que não verão trocas de carinho advindas seja do desejo ou do amor entre iguais, nenhum deles estará aberto para mudanças. A TV tem a sua importância e peso enquanto disseminadora de informação pelo gigantesco alcance que tem isso é fato! Mas é a vontade de quem está do outro lado da tela em assistir, em se abrir para o que vê é que faz a diferença, é o que promove a mudança.
Eu acredito que a VONTADE seja o maior agente de mudança social. Se os gays e heteros não estiverem nem um pouco afim de mudança, não se abrirão para o que temos a dizer e aí não importará se estamos no quintal de casa ou na TV. Se os gays esperam ver homens pelados a cada segundo ou os heteros esperam que não verão trocas de carinho advindas seja do desejo ou do amor entre iguais, nenhum deles estará aberto para mudanças. A TV tem a sua importância e peso enquanto disseminadora de informação pelo gigantesco alcance que tem isso é fato! Mas é a vontade de quem está do outro lado da tela em assistir, em se abrir para o que vê é que faz a diferença, é o que promove a mudança.
Uma outra série gay brasileira, também ambientada no Rio de Janeiro, está sendo produzida. Isso preocupa vocês de alguma forma?
De jeito nenhum! Somos o projeto do primeiro seriado LGBT do país e seria muita pretensão nossa achar que não surgiriam outros. Ser os primeiros nesse caso não traz medalhas, principalmente porque não estamos numa corrida, numa disputa. Ser primeiro nesse caso é colocar a “cara a tapa” mais vezes. Algumas pessoas não entenderam que os teasers não são um trailer, não são cenas do episódio ou do piloto, mas uma amostra do que estamos nos propondo, e por isso mesmo não poderia jamais representar o trabalho como um todo, no entanto essas pessoas nos criticaram assim mesmo. E foi ótimo! Porque a ideia é a interseção entre o que o público quer ver e o que nós queremos contar. Hoje colhemos os elogios que colhemos principalmente pelos teasers porque as pessoas entenderam a sinceridade, seriedade e profissionalismo que existe no que produzimos e temos certeza que isso preparará tanto o caminho para tudo que ainda temos para mostrar, quanto o caminho de quem venha criar algo no mesmo segmento. Quem ganha somos todos nós!
De jeito nenhum! Somos o projeto do primeiro seriado LGBT do país e seria muita pretensão nossa achar que não surgiriam outros. Ser os primeiros nesse caso não traz medalhas, principalmente porque não estamos numa corrida, numa disputa. Ser primeiro nesse caso é colocar a “cara a tapa” mais vezes. Algumas pessoas não entenderam que os teasers não são um trailer, não são cenas do episódio ou do piloto, mas uma amostra do que estamos nos propondo, e por isso mesmo não poderia jamais representar o trabalho como um todo, no entanto essas pessoas nos criticaram assim mesmo. E foi ótimo! Porque a ideia é a interseção entre o que o público quer ver e o que nós queremos contar. Hoje colhemos os elogios que colhemos principalmente pelos teasers porque as pessoas entenderam a sinceridade, seriedade e profissionalismo que existe no que produzimos e temos certeza que isso preparará tanto o caminho para tudo que ainda temos para mostrar, quanto o caminho de quem venha criar algo no mesmo segmento. Quem ganha somos todos nós!
Alguma novidade que possa adiantar sobre a “Farme 40º”?
Sim! E essa vai em primeira mão para a galera do MUZA: Começará a tocar nesse fim de semana com exclusividade na OMEGA HITZ o single RAIN ON ME (para ouvir acesse o nosso blog www.farme40graus.blogspot.com) feito especialmente para trilha de FARME 40º. Esperamos que curtam!
Sim! E essa vai em primeira mão para a galera do MUZA: Começará a tocar nesse fim de semana com exclusividade na OMEGA HITZ o single RAIN ON ME (para ouvir acesse o nosso blog www.farme40graus.blogspot.com) feito especialmente para trilha de FARME 40º. Esperamos que curtam!





































