quarta-feira, 25 de maio de 2016

Conheça o Projeto de Lei para uso do Nome Social nas repartições públicas e privadas em BH

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Nome Social é o nome pelo qual as pessoas transexuais e travestis querem ser chamadas, diferente do nome oficialmente registrado o qual não reflete sua identidade de gênero.

Na Câmara Municipal de Belo Horizonte tramita o Projeto de Lei 1199/14, de autoria do vereador Pedro Patrus, que institui a utilização do Nome Social nos serviços públicos e privados prestados em Belo Horizonte. 

O Projeto de autoria do vereador tende a acabar com essa grave violação dos Direitos Humanos, conferindo o primeiro passo para animar uma calorosa e indispensável discussão iniciada há algum tempo e sem data para terminar. A aprovação do PL se faz necessária para fazer mais simples a vida de pessoas que não pedem mais do que respeito e dignidade.

De acordo com Pedro Patrus, certificar o tratamento aos travestis e transexuais pelo Nome Social deve ser observado e respeitado em todas as instâncias públicas e privadas. “O direito de serem reconhecidxs pelo Nome Social é preceito básico para rompimento das barreiras do preconceito. Vale destacar que estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e Piauí, além de inúmeros municípios do Brasil já sancionaram regulamentação neste sentido”, afirmou.


Abaixo assinado online

Além dos tramites políticos necessários para que o PL seja aprovado, criou-se um abaixo-assinado online pela aprovação do Nome Social em BH. Você pode ajudar clicando aqui .

Os órgãos da administração pública federal permitem o uso do Nome Social em todos os documentos oficiais, como crachás e fichas, além de formulários e sistemas de registro de informações. Atualmente, 18 Estados e 12 municípios têm decretos que permitem o Nome Social de pessoas transexuais e travestis. A medida também já é reconhecida no meio acadêmico em diversas instituições como UFMG, PUC Minas e UNA.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Conheça o documentário sobre a noite gay paulistana dos anos 60, 70 e 80

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Como era a noite gay paulistana nas décadas e 1960, 70 e 80? O documentário “São Paulo em Hi-Fi”, de Lufe Steffen, resgasta justamente esse momento da história LGBT do Brasil. 

O filme é um documentário histórico que resgata a era de ouro da noite gay paulistana, fazendo uma viagem pelas décadas de 1960, 70 e 80 – a bordo das lembranças de testemunhas do período, trazendo à tona as casas noturnas que marcaram época, as estrelas, as transformistas, os heróis, e até os vilões: a ditadura militar e a explosão da aids.

O filme foi gravado em 2013 e já teve algumas sessões especiais e circulou por festivais, então já tem um público cativo e uma grande expectativa dentro da noite e da comunidade LGBT.

Já está em cartaz em São Paulo 

O filme está em exibição em São Paulo, no Cinesesc, desde o último dia 19, e depois deve ser exibido em outras cidades, como Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife. Infelizmente ainda não há previsão para a estréia em Belo Horizonte. A sessão de estreia do filme foi um evento especial no Cinesesc com entrada gratuita e a participação de vários personagens do filme e convidados da noite gay vestidos a caráter, com direito a tapete vermelho e DJ.

Veja o trailer abaixo e na sequencia mais informações sobre o filme


FICHA TÉCNICA

Roteiro, produção e direção LUFE STEFFEN
Produção executiva TAÍS NARDI
Direção de produção EDU LIMA
Direção de fotografia e câmera THAISA OLIVEIRA
Som direto TOMÁS FRANCO / GUILHERME ASSIS
Montagem JOSÉ MOTTA / LUFE STEFFEN

ENTREVISTAS

Ao longo das gravações, registradas em junho de 2013, a equipe entrevistou cerca de vinte pessoas, que revelaram suas memórias e experiências. O escritor João Silvério Trevisan, o jornalista Celso Curi – autor da pioneira “Coluna do Meio”,primeira coluna gay do jornalismo brasileiro, em 1976 –, o historiador norteamericano James Green e os jornalistas Leão Lobo e Mário Mendes, entre outros,
dão seus depoimentos no filme.

A empresária Elisa Mascaro é outro destaque. Ao lado do marido, Fernando Simões, ela foi proprietária de três casas noturnas que marcaram o cenário gay da cidade: o K-7, o Medieval e a Corintho.

A transformista Miss Biá, que começou a carreira em 1960, a transexual Gretta Starr e a drag queen Kaká di Polly também comparecem com histórias pitorescas, emocionantes e inesquecíveis.

LOCAIS

Ao longo das entrevistas, diversas casas noturnas e bares foram relembrados, como a boate Homo Sapiens ( a famosa “HS”, onde hoje funciona a boate gay Bailão ), a danceteria Off, o “inferninho” Val Improviso e os bares lésbicos Ferro’s Bar, Moustache e Feitiço’s. Além, naturalmente, da boate Nostro Mondo, inaugurada em 1971 e que durou 42 anos.

PRÊMIOS

Prêmio do Público: Melhor Documentário – 18º Queer Lisboa / Lisboa, Portugal

3º Prêmio Papo Mix da Diversidade – Categoria Cultura LGBT

Prêmio Câmara Municipal de São Paulo – Dia Municipal de Combate à Homofobia

Troféu Ida Feldman – 21º Festival Mix Brasil da Diversidade Sexual

Projeto fotográfico Chicos pode virar livro e você pode contribuir

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O Muza já falou com vocês sobre o projeto fotográfico Chicos, inclusive sobre a primeira festa que eles realizaram em BH. E agora, convidamos e falamos com vocês sobre o primeiro livro do projeto que está sendo viabilizado por meio de arrecadação coletiva, via cartase.  Abaixo, mais informações sobre o projeto Chicos em si e sobre como você pode ajudar a dar vida a esse livro que tem tudo para ser maravilhoso!

O projeto

O CHICOS é um projeto gay e independente, de fotografias e depoimentos onde são abordadas questões relacionadas à sexualidade, história, identidade e corpos, atreladas a cada personagem que fotografamos.

Começamos o projeto com o intuito de compreendermos além da nossa própria percepção e vivência enquanto homens gays, e conhecermos novas pessoas com outras histórias, experiências e corpos, mas também abordar a nudez nestas fotografias e depoimentos. Queremos que o olhar sobre esse corpo e vivência seja cada vez mais natural, como deveria ser.
De junho de 2015 até hoje fotografamos mais de 130 chicos: de grupo de amigos próximos à desconhecidos em outras regiões do Brasil. Juntamos um dinheiro e conseguimos realizar viagens para São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belém e Fortaleza.




O Livro

E agora que estamos próximos de completarmos um ano de projeto, resolvemos fechar esse ciclo com uma merecida publicação: um livro! Ele será uma coletânea das fotografias e histórias mais 
emblemáticas, buscando a maior pluralidade possível de corpos, cores, experiências e vivências. Do erótico ao melancólico, do alegre ao sensual, queremos trabalhar sensações, texturas e texto de uma forma que o site ainda não proporcionou.

Para tornar isso possível, precisamos da ajuda de vocês: leitores do projeto, amigos, conhecidos e novas pessoas. Na carência de publicações fora do armário no Brasil, esse é um pequeno passo que damos juntos para ajudarmos a melhorar esse cenário: essas tantas histórias e chicos merecem sair do espaço virtual pra ganharem o espaço físico.

Clique aqui para contribuir 



segunda-feira, 23 de maio de 2016

Saiba o tema e novo trajeto da Parada do Orgulho LGBT de BH 2016

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O Muza traz para vocês informações em primeira mão sobre a Parada do Orgulho LGBT de Belo Horizonte 2016. Essa será a 19ª edição do evento e manifestação em BH. Programen-se e participem.

Tema:  “Democracia é respeitar a identidade de gênero: não nos apaguem com a política”

Data:  17 de julho 

Novo trajeto: a concentração continuará sendo na Praça da Estação e a caminhada iniciará na rua da Bahia, mas ao invés de seguir a avenida Afonso Pena, a esquerda, o trajeto seguirá à direita, seguido da avenida Amazonas, sentido Praça Raul Soares, com final na avenida Olegário Maciel, em frente ao mercado novo

EM TEMPO: convido a todos para refletirem com o texto sobre a última edição da Marcha Contra Homofobia em BH, realizada há poucos dias: “Onde estão os LGBT de BH?”.

Saiba todas as informações sobre o Um Brasil Weekend Festival

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Entre 12 e 15 de agosto (feriado municipal em BH de Assunção de Nossa Senhora), o Tauá Resort, a 50 minutos de Belo Horizonte, será palco do maior evento weekend do país, realizado pela produtora mineira UM Brasil. Com mais de 30 atrações confirmadas, 15 selos de festas e 3 palcos, o UM BRASIL WEEKEND FESTIVAL vai reunir o melhor do pop e do eletrônico, com opções que vão agradar a todas as tribos. 

Entre as atrações do megaevento estão confirmadas Claudia Leitte, que fará o lançamento nacional de seu novo projeto, Blow Out, Alinne Rosa, Wanessa, ValeskaPopozuda, Lexa, Banda Uó, Nikki, Bonde do Rolê, Inês Brasil, PablloVittar, Sheila Mello e Sheila Carvalho, além de vários DJs, como Paulo Pacheco, Leandro Becker, Robix, Ana Flor, Tommy Love, Morango, Ju de Paulla, entre outros. Alguns dos principais selos de todo o Brasil também marcam presença no evento, entre eles Duo, Treta, Gambiarra, Funfarra, Joy Pool Party, Cosmopolitan, Transa, Elite Pool Party, A Cereja e Stamina.

Os pacotes para hospedagem incluem acesso vip a todas as festas, hospedagem de 3 noites / 4 dias, 2 refeições por dia (café da manhã e almoço), programação exclusiva para hóspedes na sexta-feira (coquetel welcome, jantar e festas), serviço de traslado, acessos irrestrito aos centros de lazer do Tauá Resort (complexo de piscinas, boliche, academia, salão de jogos e outros).Existirão ainda opções de ingresso somente para a Arena UM Brasil, onde acontecerá o show de Claudia Leitte ou passaporte para todas as festas, sem hospedagem no hotel. As vendas começarão na próxima semana, no Fifty Lourdes e Central dos Eventos



UM BRASIL

Fundada em 2006, a produtora UM Brasil atua no mercado mineiro planejando e executando eventos que proporcionem experiências únicas de entretenimento a seus clientes, com foco no público GLS.Nestes 10 anos de trabalho, a produtora desenvolveu um relacionamento próximo e direto com seu público, que reconhece na marca um selo de competência e confiabilidade, seja em festas de música pop, eletrônica ou mesmo com camarotes assinados pela produtora em grandes eventos. 

Entre os eventos de destaque realizados pela UM BRASIL, ao longo destes anos, estão a Ipanema Music Festival, realizado no Mix Garden, a criação de camarotes em mega eventos já tradicionais na capital mineira, como no Festival Axé Brasil 2013 e nos 15 anos do evento em 2014, no estádio do Mineirão. Nos anos seguintes, o camarote esteve presente no primeiro Bloco Pirraça, no Villa Mix Festival e no show da banda Chiclete com Banana, todos estes no Mega Space. Outra importante realização foi a primeira vinda do reconhecido selo carioca BLOCO DA PRETA a BH, que reuniu 3 mil pessoas para o show da cantora Preta Gil. Já em 2015, a UM Brasil lançou o projeto SAVASSINHA, no quarteirão fechado da Rua Pernambuco, na Praça da Savassi. Foram realizadas três edições, reunindo aproximadamente nove mil pessoas. Em 2016, mais uma grande realização ao agregar sua marca ao bem sucedido carnaval de Belo Horizonte. Na ocasião, a produtora foi responsável por comandar a folia da Praça da Savassi em todos os dias de carnaval, reunindo milhares de pessoas. Com a expertise adquirida a frente da UM BRASIL ao longo destes anos, o empresário Alexandre Abreu deu mais um importante passo no mercado ao lançar as casas Fifty Savassi, inaugurado hádois anos, e o Fifty Lourdes, que celebrará seu primeiro aniversário durante o Weekend Festival. 


SERVIÇO:
UM BRASIL WEEKEND FESTIVAL
12 a 15 de agosto
Tauá Resort (Caeté – MG)

Atrações: Claudia Leitte, Alinne Rosa, Wanessa, Valeska, Lexa, Banda Uó, Nikki, Inês Brasil, Bonde do Rolê, PablloVittar, Gominho, Scheila Carvalho, Scheila Mello, Raquel Lidia, Dani Morais, Marina Araújo. DJS: Larissa Lahw, Anne Louise, Tommy Love, Rodolfo Bravat, Ana Flor, Alberto Ponzo, Robix, Júlio Doutor, Rafael Savassi, Junyo Ferreira, Allan Natal, Leo Gattuso, Paulo Pacheco, Leandro Becker, Mauro Mozart, Arthur Valleti, Raphael Luceiro, André Baeta, Ju de Paulla, Live 2 Life, LesFemmes Live, Morango, Giordanna Forte, Babi, Helen Saff, Igor Villas Boas, Tereza Brant, Mitre, Alisson Marques, Vitor Zucarelli, Dudu Pônzio

Festas:Blow Out, Duo, Treta, Elite Pool Party, Joy Pool Party, Stamina, Cosmopolitan, Gambiarra, A Cereja, Transa, Absurda, Funfarra

Pacotes completos com hospedagem: R$ 1780 (duplo); R$ 1420 (triplo) e R$ 1270 (quadruplo) – por pessoa

Pontos de venda: Central dos Eventos, Fifty Lourdes e Tauá Resort

Informações: www.umbrasilfestival.com.br / 2531-5818 / 2555-1858


sexta-feira, 20 de maio de 2016

Sobre a ótima propaganda da C&A, o preconceito da evangélica Ana Paula Valadão e identidade de gênero

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A C&A fez uma ótima e diferente do esperado em sua propaganda para o dia dos namorados (Veja no final da notícia). Na campanha intitulada “Dia dos Misturados”, há casais heterossexuais nos quais os homens vestem “roupas de mulheres” e mulheres vestem “roupas de homens”. Mas essa proposta diferente, que remete a questão sobre identidade de gêneros, incomodou alguns, sobretudo a cantora evangélica Ana Paula Valadão, que usou sua página no Facebook para demonstrar seu desgosto com a propaganda, preconceito e ódio, afinal, ela pede que seus seguidores boicotem a C& A (?!). 




Reflexão - por Valmique

O texto da Ana Paula é difícil de ler, sério. Porque é tão repleto de preconceito e ignorância, que chega a ser agressivo. Ela é enfática no repúdio ao que lhe é diferente do que ela conhece como normalidade ou regra. Ela também é arrogante e presunçosa em achar que sua concepção de vida é uma verdade absoluta. 

Ok entendemos o espanto e estranhamento para os mais conservadores ou mesmo para aqueles que estejam acostumados com a ideia de que roupa de "homem" é para "homem" e de "mulher" é para "mulher", mas no fundo sabemos que são apenas significados dados e construídos socialmente há um pedaço de tecido. 

Mas  a Ana Paula Valadão está chocada? sim, Ela deve estar chocada mesmo ao descobrir o quanto é ignorante e preconceituosa e o quanto o pedaço de tecido é mais importane que as pessoas que as usam. Mas na verdade, nós que estamos chocados com sua estupidez. 

Mas chega a espantar a maneira agressiva com que Ana Paula reage ao que lhe é diferente. Sugerir boicote? Qual o próximo passo? Agredir as pessoas nas ruas? Se você ver um homem usando saia o agrida verbal ou fisicamente, afinal você, agressor, você, preconceituoso, você religioso fanático e arrogante, conhece “a verdade imutável”, certo? Alerta! ALERTA GERAL! Afinal, se você acha que possui uma verdade soberana, quem não compartilha dessa visão deve... ser punido, correto? Nem que seja com um boicote. Isso é assustador! Sério, assusta saber que pessoas como Ana Paula possui seguidores. Porque com um discurso de ódio desses, ela só pode conseguir disseminar o ódio entre quem a segue. 

Boicote?  Curioso... você não vê os LGBT tentando boicotar um show ou culto da Ana Paula Valadão para seus fiéis, nem quebrando seus cds em praça pública (mesmo que sejam péssimos para os ouvidos tanto de gays quanto de héteros...)

Mas indo além da limitação da Ana Paula e seu texto, é interessante perceber que ao ver a nova propaganda da C&A quando a mulher veste a roupa “do homem” na propaganda, não causa estranhamento, parece algo banal.. afinal, calça jeans ou blusa de flanela mulheres já não usam? Mas quando é o homem quem aparece vestindo com “peças femininas", como saia e sandália... "o povo pira"! Mas refletindo: não é curioso saber que a mulher pode vestir o que  quiser, tanto peças de roupas vendidas como masculinas ou femininas, e o homem... não? Há algo estranho aí. 

Para reforçar a reflexão, convido vocês para verem o vídeo do youtuber Túlio Akar, que já apareceu aqui no Muza recentemente com o vídeo sobre a relação das mães com seus filhos gays, no qual ele reflete justamente sobre identidade de gênero e... roupas! O título do vídeo já diz muita coisa: “Eu me visto como eu quiser”.


Ah! E agora sim, veja a nova propaganda da C&A, que no You Tube é descrita como: “Existem infinitas formas de estar misturado. Existem infinitas histórias de amor: amor drama Hollywood, amor comédia brasileira, amor novela, amor bandido, inocente. O que importa é estar misturado. É sentir borboletas no estômago e perder o chão. Amar é isso aí, se misturar”.


Alunos da UNA lançam campanha contra LGBTfobia em BH

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O melhor caminho para o combate ao preconceito é a conscientização. Essa foi a inspiração para a bela campanha #SemMoldura, criada e produzida por estudantes do Centro Universitário Una, em Belo Horizonte, que tem o objetivo de conscientizar a comunidade acadêmica e o público em geral sobre a importância de se respeitar lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. O lançamento da campanha ocorre, às 19h, na próxima segunda (23/05), no auditório do campus Liberdade 2 - antigo Teatro do Icbeu (R. da Bahia, 1.723, Lourdes). Uma mesa-redonda marcará o evento, gratuito e aberto ao público. A mesa e a campanha #SemMoldura ocorrem em comemoração ao Dia Mundial da Luta contra a LGBTfobia, 17 de maio.

“O mote da nossa campanha é ‘O que transborda é o que te faz’. O respeito acontece quando reconhecemos as pessoas como elas são. Por nisso, nossa campanha se chama #SemMoldura. Convidamos o público a se livrar de seus preconceitos. É uma iniciativa inédita na área da educação privada: uma campanha institucional criada apenas por alunos”, explica Eduardo Marques, aluno do 5º período de Publicidade e Propaganda, um das responsáveis pela campanha. A campanha foi desenvolvida em uma disciplina e escolhida em um concurso interno. Eduardo também serviu como modelo para campanha. Em um dos cartazes, ele aparece de terno e gravata segurando sapatos de salto alto prateados (imagem acima).



Personagens conhecidos da cena cultural belo-horizonte também são retratados na campanha, como os artistas Ed Marte e Cristal Lopes (imagem acima). Com peças gráficas e suporte de um hotsite (http://unasemmoldura.com.br/), a campanha conta também com ações fotográficas em três campi do Centro Universitário Una: Liberdade, Linha Verde e Contagem. Todas as fotos serão divulgadas na página do Facebook do projeto de extensão Una-se contra a LGBTfobia.

“É muito gratificante saber que nossa campanha pode vir a mudar a forma de pensar de alguém. Como mulher bissexual, sinto na pele diariamente os desdobramentos da LGBTfobia. Com a campanha, tive a oportunidade de conhecer e conviver com pessoas que possuem experiências diferentes da minha, mas que bradam pela mesma causa: respeito. A produção deste trabalho, além de ter me feito aprofundar academicamente em conceitos e teorias, me trouxe uma troca de experiências de vida, e isso não tem preço”, acredita Sâmara Paz, também criadora da campanha e aluna do 5º período de Publicidade e Propaganda.